InícioComércioUE e México chegam a acordo de princípio sobre comércio e investimento

UE e México chegam a acordo de princípio sobre comércio e investimento

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A União Europeia e o México chegaram a um acordo de princípio sobre um novo pacto de livre comércio, um passo à frente para ambos os lados diante do crescente protecionismo dos EUA sob o governo do presidente Donald Trump.

Desde que seus planos para um acordo comercial com os Estados Unidos foram suspensos após a vitória eleitoral de Trump, a UE tem se concentrado em tentar fechar pactos com outros países de livre mercado.

O acordo preliminar com o México, que busca reduzir sua dependência dos Estados Unidos, segue outro pacto que a UE fechou no ano passado com o Japão. A UE também realizará negociações na próxima semana com o Mercosul, bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

A UE e o México estão negociando uma atualização de um acordo comercial de 21 anos que abrange principalmente bens industriais. Os lados queriam adicionar produtos agrícolas, mais serviços, investimentos e compras governamentais, além de incluir disposições sobre padrões trabalhistas e proteção ambiental.

Uma declaração conjunta emitida pelos comissários europeus Cecilia Malmstrom e Phil Hogan e pelo ministro da Economia mexicano, Idelfonso Guajardo, não deu detalhes sobre os principais pontos do acordo.

"Após vários meses de intensas negociações, esta tarde alcançamos um acordo de princípio sobre comércio e investimentos entre o México e a União Europeia, como parte da modernização do marco jurídico bilateral", diz o comunicado.

"Este acordo ajudará a adaptar nosso relacionamento comercial para enfrentar as oportunidades e os desafios do século XXI. México e União Europeia concordam sobre a importância do comércio aberto, justo e baseado em regras", acrescentou.

A declaração também indicou que os negociadores de ambos os lados continuarão trabalhando para resolver questões técnicas pendentes e finalizar o texto legal.

Os principais desafios têm sido como abrir os respectivos mercados para produtos alimentícios e bebidas, como tequila, frango e aspargos do México e laticínios da Europa, e a demanda da UE para reconhecer indicações geográficas..

Essas diretrizes protegem a produção agrícola, por exemplo, determinando que o termo "champanhe" só pode ser usado para vinho espumante do norte da França ou, mais problemático para o México, que a palavra "manchego" só pode ser usada para queijo feito com leite de ovelha da Espanha central.

O México está mais acostumado a proteger seus produtos com marcas e tem seu próprio "manchego" feito com leite de vaca.

Fonte: Reuters

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