InícioComércioCusto dos serviços de pilotagem nos portos da Espanha será reduzido em 30%

Custo do serviço de pilotagem nos portos de Rosário será reduzido em 30%

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Uma autoridade do governo argentino informou nesta quarta-feira (16.11.2017/30/XNUMX) que o custo da pilotagem nos portos da região de Rosário, polo exportador agrícola do país sul-americano, será reduzido em XNUMX% quando for aplicada uma taxa máxima ao serviço. em dezembro. guia de entrada e saída dos terminais portuários.

A decisão oficial faz parte de uma ofensiva do presidente Mauricio Macri para reduzir os custos de produção do país, que ele aponta como um dos principais entraves ao crescimento econômico.

"A redução esperada será de 30%, ou seja, os valores futuros (das tarifas de praticagem) serão 70% dos atuais.", disse Jorge Metz, Subsecretário Nacional de Portos e Vias Navegáveis, sobre os efeitos da alíquota máxima que, segundo ele, será aplicada no final do mês que vem.

Segundo Metz, o custo atual dos serviços de pilotagem na área de Rosário, para onde são enviadas quase 80% das exportações agrícolas e agroindustriais da Argentina, gira em torno de US$ 108.000 por embarcação.

Esse valor representa cerca de 30% dos custos portuários que um navio que entra no Rio Paraná para se abastecer nos portos de Rosário enfrenta, disse Metz, que acrescentou que, graças a um decreto publicado no início do mês, a secretaria tem autoridade para regular a taxa. .

Segundo a Câmara de Atividades Portuárias e Marítimas (CAPyM), aproximadamente 2.500 navios de carga entram no complexo portuário de Rosário, onde gigantes agroexportadoras como Cargill e Bunge têm seus próprios terminais, a cada ano.

Uma redução "é importante porque é um dos maiores custos que você tem. O maior custo hoje é o pedágio e o segundo é a pilotagem, então é muito importante", explicou Guillermo Wade, gerente da CAPyM.

Como parte de uma cruzada para aumentar a produtividade no setor agroexportador, um dos pilares da economia argentina, em setembro o governo pressionou um sindicato que concentrava a estiva em Rosário a aceitar a concorrência de empresas rivais após décadas de monopólio.

Metz explicou que, graças à diversificação de fornecedores do serviço de carga e descarga de grãos e seus derivados, e às negociações realizadas pelo Governo, A taxa de estiva já registrou uma queda de 60%.

Rumo ao supermercado do mundo

Desde sua campanha presidencial em 2015, Macri tem defendido que as cadeias agrícolas e agroexportadoras da Argentina devem receber todos os incentivos possíveis para se tornarem o "supermercado do mundo".

Após vencer as eleições em dezembro daquele ano, ele cumpriu sua promessa: poucas semanas após assumir o cargo, eliminou limites e impostos sobre as exportações de milho e trigo, decisão que foi comemorada pelos produtores agrícolas e impulsionou as exportações.

Segundo dados do Ministério do Agronegócio, as exportações de trigo entre janeiro e setembro subiram para 9,4 milhões de toneladas, 150% a mais que no mesmo período de 2015, quando a ex-presidente Cristina Fernández estava no poder sob medidas intervencionistas.

No caso do milho, os embarques cresceram 2017% nos primeiros nove meses de 24 em relação ao mesmo período de dois anos atrás, com 18 milhões de toneladas embarcadas.

Um dos principais obstáculos ao desenvolvimento agrícola na Argentina continua sendo a infraestrutura de transporte obsoleta, bem como a necessidade de investimentos em água, motivos pelos quais o Governo busca atrair investimentos e financiamentos.

Fonte: Reuters

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