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Macri recebe Bolsonaro hoje

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Uma agenda ampla com acordos bilaterais em segurança, defesa, energia e comércio, além de um forte compromisso comum com a reformulação de toda a estrutura do Mercosul e críticas renovadas à Venezuela. A visita do presidente brasileiro Jair Bolsonaro à Argentina será baseada nessa coincidência de hoje, que incluirá um encontro privado com seu colega Mauricio Macri na Casa Rosada e uma longa sessão interministerial. 
 
Macri receberá Bolsonaro às 11h com uma guarda de honra militar para avançar no que ambos consideram um "roteiro" para aprofundar as relações entre Brasil e Argentina. Esta será uma continuação do trabalho conjunto que ambos os chefes de Estado iniciaram em janeiro passado, quando o presidente argentino viajou a Brasília para se encontrar com o então novo presidente brasileiro.
 
Macri se reunirá com Bolsonaro e será acompanhado posteriormente pelo chefe da Casa Civil, Marcos Peña; Ministro das Relações Exteriores, Jorge Faurie, e Secretário de Assuntos Estratégicos, Fulvio Pompeo. Posteriormente, haverá uma reunião ampliada de delegações com a participação de ministros e secretários de Estado de ambos os países no Salão Eva Perón da Casa Rosada.
 
Bolsonaro ficará na Argentina por apenas algumas horas, então não haverá assembleia legislativa no Congresso em sua homenagem. Em vez disso, ao meio-dia, o presidente brasileiro se reunirá com autoridades do Senado e da Câmara dos Deputados da Nação, no Salão dos Cientistas da Casa Rosada, e depois com juízes do Supremo Tribunal de Justiça.
 
Ao meio-dia, Macri e Juliana Awada receberão o presidente Bolsonaro e a primeira-dama brasileira, Michelle Bolsonaro, com um almoço no Museu Casa Rosada, durante o qual ambos os chefes de Estado discursarão no brinde.
 
Até lá, tudo indica que os presidentes do Brasil e da Argentina já terão assinado uma ampla e ambiciosa lista de acordos bilaterais.
 
De acordo com o que anunciaram a Infobae Segundo autoridades próximas a Macri, entre os acordos já fechados ontem à noite estava um muito importante relacionado à bioenergia e aos biocombustíveis que visa promover a cooperação e o comércio conjunto entre ambos os países nesses produtos.
 
Ao mesmo tempo, está prevista uma declaração conjunta sobre “uma visão digital comum”, a assinatura de um memorando de entendimento sobre troca de energia; a assinatura de um acordo de cooperação e troca de experiências no domínio do ordenamento do território e das infra-estruturas; uma declaração de intenções e cooperação na indústria de defesa que prevê exercícios conjuntos das Forças Armadas de ambos os países e um acordo entre os Ministérios da Segurança para "fortalecer a cooperação internacional no combate ao narcotráfico e ao terrorismo" nas fronteiras, além de trabalho conjunto das polícias do Brasil e da Argentina para coibir a violência gerada no contexto de eventos esportivos.
 
Em termos de comércio bilateral, o objetivo de Macri é trabalhar com Bolsonaro para expandir o fluxo e resolver complicações tarifárias. Segundo dados da Fundação Ecolatina, o comércio bilateral de bens com o Brasil voltou a ficar negativo (US$ -127 milhões) após cinco meses na zona de equilíbrio e leve superávit. Isso ocorreu devido à suavização da contração das importações após a estabilidade da taxa de câmbio e um pouco mais de clareza em relação à disputa eleitoral argentina, o que teria estimulado o nível de atividade em maio. 
 
Uma proposta de reforma abrangente do Mercosul é a outra questão importante que será discutido no encontro de hoje entre Bolsonaro e Macri.
 
Ambos os presidentes concordam sobre a necessidade de o bloco regional ser menos burocrático, mais flexível ao estabelecer acordos comerciais unilaterais com outros países entre os parceiros do Mercosul e um esquema tarifário mais acessível para produtos de fora do bloco. 
 
A intenção de Macri e Bolsonaro é preparar o terreno para que na cúpula de presidentes do Mercosul que acontecerá em julho em Santa Fé haja um forte ataque do Brasil e da Argentina com os demais sócios do bloco como Uruguai e Paraguai para avançar rapidamente nessas reformas. 
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