Os presidentes dos países do MERCOSUL reuniram-se neste sábado, 20 de dezembro de 2025, em Foz do Iguaçu, no estado brasileiro do Paraná, conhecida como a porta de entrada para as impressionantes Cataratas do Iguaçu, que compartilha com a Argentina. A cúpula bianual sucedeu encontros anteriores de ministros das Relações Exteriores e do Conselho do Mercado Comum, e ocorreu em um clima de troca de ideias e planejamento estratégico.
Os seguintes indivíduos participaram da cerimônia de transferência da Presidência Pro Tempore: quatro chefes de Estado dos Estados PartesBrasil, representado por Luiz Inácio Lula da Silva (anfitrião); Argentina, representada por Javier Milei; Paraguai, representado por Santiago Peña; Uruguai, representado por Yamandú Orsi; e Bolívia, representada pelo chanceler Fernando Hugo Aramayo Carrasco. Também participaram delegações do Panamá (Estado Associado) e do Equador, Chile, Peru e Colômbia.
A cúpula foi concluída. sem declaração conjunta E cada líder fez seu discurso individualmente. O discurso da Argentina merece destaque, onde o presidente Javier Milei Ele insistiu que “a integração deve servir ao comércio, não à burocracia; é necessário corrigir o que não está funcionando e fortalecer o que tem futuro, entendendo que a flexibilidade é uma vantagem, não uma ameaça”. Nessa mesma linha, o Presidente do Uruguai, Yamandu OrsiEle enfatizou que "a modernização do MERCOSUL, visando fortalecê-lo, melhorar sua eficiência e alinhá-lo aos desafios da agenda externa, não é apenas oportuna, mas necessária para revitalizar o bloco".
Apesar da ausência de uma declaração conjunta sobre o assunto, de declaração conjunta que resume as ações do semestre A partir dos documentos oficiais divulgados, podem ser destacados os seguintes pontos:
Agenda interna:
- O compromisso com a integração regional e a projeção internacional do MERCOSUL foi reafirmado.
- Foi enfatizada a necessidade de aprimorar a Tarifa Externa Comum (TEC) e harmonizar as regras comerciais, especialmente nos setores automotivo, de açúcar e de bebidas alcoólicas.
- Em matéria tarifária, destacou-se a modernização das regras e procedimentos de origem, com o Certificado de Origem Digital (BACALHAU) totalmente operacional, e foi observado que esse progresso reforça o compromisso do MERCOSUL com a transformação digital, a simplificação de processos e o fortalecimento da integração econômica regional.
- Em matéria de facilitação do comércio e alfândegas, comprometeram-se a modernizar as Áreas de Controle Integrado. (ACI), seguindo as recomendações do MERCOSUL e os estudos do setor privado, para agilizar o trânsito de mercadorias e pessoas nas fronteiras.
- Foi destacada a importância estratégica da Hidrovia Paraguai-Paraná e a implementação de novos métodos logísticos. corredores bioceânicos.
- Eles comemoraram o progresso alcançado no integração energética e a troca de experiências em gás natural, eletricidade, biocombustíveis, energias renováveis e minerais estratégicos.
Agenda externa:
- Em relação ao acordo com a União Europeia, os líderes expressaram sua “desapontamento" devido à não assinatura do Acordo de Associação MERCOSUL-UE E eles confiaram que a União Europeia concluiria seus procedimentos internos para permitir a assinatura final, respaldados por uma carta enviada ao presidente brasileiro.
- A assinatura do Acordo de Livre Comércio também foi celebrada. MERCOSUL-EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio), a organização intergovernamental que inclui a Islândia, o Liechtenstein, a Noruega e a Suíça, cuja conclusão formal das negociações foi alcançada em agosto de 2019.
- Progresso nas negociações com Emirados Árabes Unidos, Canadá, Índia, Japão e Indonésia.
- Em nível regional, o MERCOSUL continuou os diálogos exploratórios com os países de América Central e o Caribe, incluindo El Salvador, Panamá e República Dominicana.
- As negociações entre MERCOSUL e Vietnã para estabelecer um acordo de livre comércio foram lançados em um declaraçãoE foi noticiado que estão finalizando os termos de referência que servirão de base para o acordo de preferências tarifárias.
Ilhas Malvinas:
Os presidentes do MERCOSUL, juntamente com a Bolívia e o Chile, emitiram um Declaração Especial reafirmando o Os direitos da Argentina sobre as Ilhas Malvinas e a necessidade de se chegar a uma solução pacífica em conformidade com as resoluções da ONU. Rejeitaram medidas unilaterais na região e apoiarão os esforços na ONU para retomar as negociações.
Por fim, no âmbito da cúpula, o Paraguai assumiu a Presidência Pro Tempore do MERCOSUL para o primeiro semestre de 2026, sucedendo ao Brasil, que ocupou o cargo durante o segundo semestre de 2025.

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