A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) publicou seu relatório Perspectivas Econômicas na terça-feira (04.06.2025/2025/2026), no qual prevê uma melhora na atividade econômica da Argentina para o período XNUMX-XNUMX. De acordo com o documento, o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceria em 5,2% em 2025 e um 4,3% em 2026, após uma contração registrada durante o primeiro semestre de 2024.
Segundo a organização, a recuperação observada no segundo semestre de 2024 se deve, entre outros fatores, ao aumento do consumo privado, do investimento e à recuperação geral do ambiente macroeconômico.Uma forte recuperação económica está a tomar forma”, observa o relatório.
A OCDE indica que a melhoria da renda real, condições de financiamento mais flexíveis e a redução da carga regulatória estão facilitando a expansão da demanda interna. A organização também menciona a eliminação de restrições à movimentação de capitais, o que pode estar fomentando um clima de investimento mais favorável.
Exportações, saldo externo e produção de energia
Em relação ao comércio externo, o relatório afirma que “As tarifas de importação e as barreiras comerciais não tarifárias da Argentina foram reduzidas em 2024, e novas reduções são esperadas em 2025.”. Embora se projete que as exportações devem moderar-se em relação aos níveis de 2024, espera-se que a demanda internacional por energia, especialmente gás natural, continue.
"A nova produção de gás está a ajudar a reduzir a dependência das importações de energia", diz a OCDE. Em 2024, o saldo da conta corrente apresentou um superávit de 0,9% do PIB, após um déficit de 3% em 2023. A agência prevê que esse resultado será parcialmente revertido nos próximos anos em razão do aumento das importações.

Inflação, taxa de câmbio e política fiscal
Segundo a OCDE, a inflação homóloga teria caído de 211% no final de 2023 para 47% em abril de 2025. Estima-se que esta tendência descendente se mantenha e possa atingir 37% em 2025 y 15% em 2026, devido a uma combinação de fatores como taxas de juros reais positivas, menor déficit fiscal e menores custos de importação.
Em relação à taxa de câmbio, o relatório indica que o novo regime anunciado inclui a flutuação dentro das bandas móveis, que serão ampliadas em 1% ao mês.
Do ponto de vista fiscal, um superávit geral de 0,3% do PIB foi registrado em 2024.O governo mantém seu compromisso de atingir um saldo primário positivo até 2025.", observa a OCDE. No entanto, a organização alerta que "São necessários esforços adicionais para melhorar a posição fiscal de forma sustentável".
Entre os desafios identificados estão a necessidade de eliminar gradualmente os subsídios, melhorar a eficiência dos gastos públicos e ampliar as bases tributárias sem desestimular o investimento.
Reformas estruturais
O relatório também aborda as reformas estruturais adotadas desde 2024, particularmente nas áreas regulatória e trabalhista. Segundo a OCDE, "os esforços recentes para reduzir a carga regulatória impulsionarão a produtividade e devem ser mantidos". Recomenda também promover medidas que promovam a formalização do emprego e o crescimento das pequenas e médias empresas.
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