InícioComércioA cimeira do MERCOSUL concluiu com uma declaração de 28 pontos 

A cimeira do MERCOSUL concluiu com uma declaração de 28 pontos 

-

Os Presidentes dos Estados-Membros do MERCOSUL, bem como o Presidente do Estado em Processo de Adesão, divulgaram nesta quinta-feira (07.12.2023) uma declaração final, que revela o acordo entre os cinco países após a revisão do trabalho realizado durante o segundo semestre de 2023, por ocasião da Presidência Pro Tempore Brasileira.

Assinada durante a 28ª Cúpula de Presidentes do MERCOSUL, no Rio de Janeiro, a declaração apresenta XNUMX pontos de consenso entre Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia. 

Coube ao governo brasileiro, como anfitrião da Cúpula, apresentar um texto base, que depois foi analisado e ajustado pelos demais países.

Detalhadamente,

1. TARIFA EXTERNA COMUM DO MERCOSUL

No âmbito econômico e comercial, os Presidentes destacaram a importância de melhorar a Tarifa Externa Comum (TEC), oportunidade proporcionada pela extensão de um ano do mandato do Grupo. ad hoc para examinar a consistência e a dispersão da Tarifa Externa Comum (GAHAEC).

2. SETOR AUTOMOTIVO

Ressaltaram a importância de continuar analisando alternativas para a inclusão do setor automotivo nos acordos do MERCOSUL, levando em consideração os atuais acordos bilaterais e os potenciais ganhos comerciais derivados da harmonização de regras dentro do bloco.

3. REVISÃO DO REGIME DE ORIGEM DO MERCOSUL

Comprometeram-se a continuar trabalhando para internalizar e implementar o novo Regime de Origem do MERCOSUL (ROM), concluído em julho de 2023 em Puerto Iguazú, instrumento essencial para a integração dos setores produtivos dos Estados-membros, que está sendo modernizado com o objetivo de simplificar as regras e adaptá-las à realidade do comércio internacional.

4.ASSUNTOS ADUANEIROS E FACILITAÇÃO DO COMÉRCIO

Eles destacaram a importância do "Estudo Técnico sobre o Status e a Situação do Nível de Integração das Áreas de Controle Integrado MERCOSUL“E, cientes do trabalho que está sendo realizado, manifestaram sua disposição em solucionar as dificuldades identificadas, a fim de fortalecer a infraestrutura regional e facilitar o comércio.

5.DEFESA DA CONCORRÊNCIA

Eles saudaram a retomada dos trabalhos do Comitê Técnico nº 5 sobre “Defesa da Concorrência” e destacaram o consenso alcançado no Programa de Trabalho que promoverá a cooperação regional e a cultura da concorrência entre os países do bloco.

6. PROTEÇÃO AO CONSUMIDOR

Eles destacaram a realização de duas reuniões do Comitê Técnico nº 7 “Proteção ao Consumidor”, que buscou aprofundar a cooperação em temas de proteção e defesa do consumidor no MERCOSUL, e saudaram os avanços na elaboração de manuais de boas práticas de proteção ao consumidor no bloco.

7. ESTATÍSTICAS DE COMÉRCIO EXTERIOR

Destacaram as conversações que visam aprimorar o funcionamento do Sistema de Comércio Exterior (SECEM) da Secretaria do MERCOSUL e reafirmaram a necessidade de continuar fortalecendo sua infraestrutura tecnológica para melhorar a disponibilidade de informações estatísticas sobre o comércio exterior no MERCOSUL, tanto por seu papel como ferramenta de análise dos fluxos comerciais, quanto por sua utilidade para operadores comerciais e terceiros interessados.

8. SERVIÇOS

Celebraram a conclusão da VIII Rodada de Negociações sobre Compromissos Específicos na Área de Serviços, que trouxe avanços importantes na liberalização do comércio de serviços para aprofundar a integração das economias da região.

9. SETOR AÇÚCAREIRO

Ressaltaram a importância de dar continuidade aos trabalhos do Grupo Ad Hoc sobre o Setor Açucareiro para definir os elementos dos termos de referência para o estudo do contexto atual do setor açucareiro e indústrias correlatas no MERCOSUL, a fim de sugerir alternativas para promover seu melhor aproveitamento, aumentando a competitividade de seus produtos nos Estados-Membros, bem como facilitando o acesso aos mercados extrarregionais.

10. PRODUTOS ORGÂNICOS

Eles saudaram a aprovação da criação da Comissão de Especialistas em Produção Orgânica (CEPOR), que ocorreu no âmbito do Subgrupo de Trabalho nº 8 "Agricultura" (SGT nº 8), que visa realizar estudos e análises de normas e procedimentos que buscam promover o comércio de produtos orgânicos entre os Estados Partes, avaliando a possibilidade de reconhecimento mútuo da equivalência de regulamentos e normas técnicas para a avaliação da conformidade dos sistemas de produção, processamento, identificação, rotulagem e controle de produtos orgânicos nos Estados Partes.

11. QUESTÕES REGULAMENTARES

Eles destacaram a elaboração de um roteiro para orientar os trabalhos relacionados ao processo regulatório do bloco e apontaram a importância de aperfeiçoá-lo para obter resultados que evitem barreiras desnecessárias ao comércio e facilitem os fluxos comerciais entre os países da região e com terceiros países.

12.FÓRUM EMPRESARIAL DO MERCOSUL

Eles destacaram a realização da XI Edição do Fórum Empresarial do MERCOSUL, espaço que promove a participação do setor privado no processo de integração, com o objetivo de melhorar a coordenação com o setor público. Os resultados esperados do Fórum Empresarial incluem o fato de que as recomendações derivadas dos seminários e reuniões de negócios (“B2B”) organizadas serão utilizadas em futuras interações entre empresários do bloco.

Neste contexto, tomaram conhecimento das atividades desenvolvidas nos seus diversos segmentos:

  1. Desafios e Estratégias para o Complexo Econômico-Industrial da Saúde;
  2. Comércio e Sustentabilidade;
  3. Empreendedorismo Feminino no MERCOSUL; e
  4. Integração Produtiva no MERCOSUL.

13. COMÉRCIO E GÊNERO

Saudaram a realização do oitavo encontro sobre Gênero e Comércio em Blocos Regionais, que teve como tema “Estratégias de ações para promover e fortalecer os negócios das empresárias do MERCOSUL”. Na ocasião, decidiu-se promover a certificação do Selo Mulher Empresária, como ferramenta de promoção da igualdade de gênero, em benefício não só das mulheres empreendedoras, mas também de uma sociedade mais justa e igualitária em prol do desenvolvimento sustentável e equitativo.

14.FUNDO DE CONVERGÊNCIA ESTRUTURAL DO MERCOSUL (FOCEM)

Concordaram na necessidade de dar continuidade ao Fundo de Convergência Estrutural do MERCOSUL (FOCEM) como ferramenta fundamental para o fortalecimento do processo de integração e destacaram a importância do mecanismo para a superação das assimetrias existentes entre os países e regiões do bloco.

Nesse sentido, saudaram a publicação de decreto do governo brasileiro que estabelece processo com critérios para seleção de projetos que serão submetidos à seleção no primeiro semestre de 2024. Também saudaram o critério definido pelo Brasil para favorecer projetos em municípios até 150 km da fronteira.

15. COMÉRCIO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Eles reconheceram o trabalho que o Grupo está realizando ad hoc sobre Comércio e Desenvolvimento Sustentável para cumprir seu mandato, particularmente no que se refere à avaliação da contribuição do comércio para alcançar o desenvolvimento sustentável em suas três dimensões, dando visibilidade às políticas implementadas pelos Estados Partes para promover o desenvolvimento sustentável em seus sistemas de produção, sob uma perspectiva de inclusão social e conservação ambiental, e identificando as medidas e regulamentações adotadas por terceiros que possam afetar o comércio e o desenvolvimento sustentável na região. Nesse sentido, saudaram a renovação do mandato do Grupo por mais um ano.

16.AGENDA DIGITAL

Eles saudaram o progresso alcançado na negociação de um instrumento do MERCOSUL para cooperação em segurança cibernética, que servirá para melhorar a coordenação, resposta e colaboração das autoridades nacionais dos Estados Partes contra o uso malicioso de tecnologias cibernéticas, a fim de promover um ciberespaço aberto, seguro, estável, acessível, pacífico e interoperável. Eles também tomaram nota do trabalho de mapeamento das respectivas estruturas regulatórias nacionais e estudos de taxonomia.

17. COMÉRCIO ELETRÔNICO

Eles saudaram a entrada em vigor do "Acordo MERCOSUL de Comércio Eletrônico" entre Paraguai e Uruguai.

Concordaram sobre a importância da ratificação do Acordo, que estabelece um marco legal para regras e princípios relativos ao comércio eletrônico no MERCOSUL e facilita o estabelecimento de bases para o desenvolvimento de diretrizes para a negociação desta questão nas relações externas.

Num contexto internacional de crescentes lacunas digitais e de dados (“dados e exclusão digital”), a ratificação do Acordo permitirá ao MERCOSUL posicionar-se melhor em questões-chave da economia digital, privilegiando cláusulas que incentivem maior inclusão dos países em desenvolvimento no comércio eletrônico global. O acordo é consistente com os padrões internacionais de comércio eletrônico, o que facilitará as relações comerciais do bloco com outros países e regiões.

18.SAÚDE

Eles enfatizaram o compromisso com o acesso universal, equitativo e abrangente à saúde e destacaram a importância de ações coordenadas para fortalecer as capacidades nacionais e regionais para a produção de suprimentos, medicamentos, vacinas e outras tecnologias de saúde em busca da autossuficiência regional. Nesse contexto, foi comemorada a conclusão do primeiro “Curso de Produção e Desenvolvimento de Vacinas para Estados Membros e Associados do MERCOSUL”.

Reconheceram a importância da ação proativa e coordenada dos Estados Partes e Estados Associados do MERCOSUL nas áreas multilaterais de saúde, com base em uma visão comum de promoção da equidade, da solidariedade e do acesso integral à saúde. Eles destacaram a coordenação nas negociações em andamento no âmbito do Órgão de Negociação Intergovernamental (INB) da OMS para desenvolver um instrumento internacional sobre prevenção, preparação e resposta a pandemias, bem como no Grupo de Trabalho sobre Emendas ao Regulamento Sanitário Internacional (WGIHR).

Ressaltaram a importância da coordenação das ações de vigilância sanitária e, nesse contexto, celebraram o lançamento do primeiro Boletim Epidemiológico do MERCOSUL, com o objetivo de compartilhar informações epidemiológicas sobre doenças e agravos relevantes para a saúde pública entre os Estados-membros do MERCOSUL, a fim de subsidiar estratégias de ação integrada.

Ressaltaram a disposição de aprofundar as ações de cooperação em saúde na fronteira e saudaram os resultados do projeto “Promovendo Fronteiras Saudáveis ​​e Seguras do MERCOSUL”, realizado com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que permitiu avançar em atividades conjuntas de vigilância epidemiológica; vacinação na fronteira; estabelecimento de redes de emergência e urgência; e desenvolvimento de um plano de contingência para preparação e resposta a emergências de saúde pública.

Reconheceram a importância da ação coordenada entre os Estados Partes na implementação do Plano Operacional da Estratégia do MERCOSUL sobre Mudança do Clima e Saúde, especialmente ações para adaptar os sistemas nacionais de saúde aos efeitos das mudanças climáticas, com ênfase na vulnerabilidade, riscos e resiliência dos sistemas, bem como a coordenação na participação na 28ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP28), em Dubai. 

19. INTEGRAÇÃO DE FRONTEIRAS

Ressaltaram a importância de garantir que os benefícios da integração regional cheguem e possam ser usufruídos pelos cidadãos das áreas fronteiriças e, nesse contexto, concordaram com a necessidade de avançar com os procedimentos internos para aprovação legislativa e promulgação do Acordo de Localidades Fronteiriças do MERCOSUL. Eles também lembraram que o Acordo é um instrumento importante para facilitar a movimentação de moradores e permitir que a população das cidades fronteiriças tenha acesso a benefícios nas áreas de educação, trabalho, saúde, transporte e comércio de bens de subsistência, entre outros.

Eles reiteraram seu compromisso de alcançar uma integração fronteiriça que priorize as necessidades das populações que vivem dentro das fronteiras compartilhadas pelos Estados Partes e promova o desenvolvimento das economias regionais, para que as localidades fronteiriças realizem seu pleno potencial e alcancem uma integração regional mais ampla entre os Estados Partes do MERCOSUL.

20. AGRICULTURA

Eles se comprometeram a defender um sistema de comércio internacional justo, transparente, equitativo e previsível para produtos agrícolas, reafirmando os termos da “Declaração sobre a Reforma das Regras Multilaterais de Comércio Agrícola” assinada por 16 países latino-americanos, incluindo os Estados Partes do MERCOSUL.

21. INFRAESTRUTURA FÍSICA

Eles acolheram com satisfação a extensa agenda de trabalho desenvolvida pelo Subgrupo de Trabalho n.º 14 “Infra-estruturas Físicas”, que incluiu, entre outros tópicos, a segurança rodoviária, a logística; bem como transporte de cargas e passageiros por aeronaves fretadas. A este respeito, congratularam-se com a realização de Seminários sobre a Convenção TIR para o transporte de mercadorias em trânsito e com a Nova Agenda Infraestrutura para a América do Sul.

22.CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Eles destacaram a colaboração sustentada em ciência e tecnologia entre os países do Bloco, especialmente por meio dos Prêmios MERCOSUL de Ciência e Tecnologia e de Divulgação Científica e Jornalismo, o trabalho da Plataforma Regional de Métodos Alternativos ao Uso de Animais por meio de cursos de capacitação, o levantamento de infraestruturas de pesquisa do MERCOSUL, o apoio a startups e inovação, e o compromisso de trabalhar em transformação digital, inteligência artificial e desenvolvimento de infraestrutura para promover ciência orientada por dados. Nesse sentido, acolhem com satisfação o fortalecimento da diplomacia científica e a adoção de uma Recomendação para Ciência Aberta não comercial com impacto regional no MERCOSUL.

Eles reiteraram sua intenção de aumentar a produção científica e tecnológica no MERCOSUL e seus esforços contínuos para desenvolver pesquisas conjuntas.

23. ENERGIA

Eles acolheram com satisfação o trabalho do Subgrupo n.º 9 sobre Energia e a importância de continuar a promover a integração energética na região, especialmente no que diz respeito à interconexão elétrica, a fim de aproveitar a complementaridade e a sazonalidade dos recursos energéticos dos países da região e permitir uma maior incorporação de fontes intermitentes de energia renovável nas redes de distribuição. O aprofundamento da integração do gás também pode contribuir para a integração energética da região, permitindo o uso do gás natural para cobrir a natureza intermitente das fontes renováveis.

O SGT nº 9 foi instruído a aprofundar a colaboração do Bloco com a OLADE no contexto da integração energética.

Eles finalmente reiteraram a importância de buscar uma transição energética justa e inclusiva que leve em consideração as características específicas da região.

24. MINERAÇÃO E GEOLOGIA

Saudaram a realização da XXXI reunião do Subgrupo de Trabalho nº 15 “Mineração e Geologia”, na qual foi organizado um diálogo sobre minerais críticos para a transição energética, com a participação dos Estados Partes e Associados do MERCOSUL. Foram apresentadas políticas nacionais e discutida a inclusão dos países sul-americanos nas cadeias globais de produção de minerais críticos à transição energética, de forma a não limitar a oferta de matérias-primas e levar em conta a necessidade de agregação de valor no território dos países da região.

25. ASPECTOS INSTITUCIONAIS E SOCIAIS

Eles reafirmaram seu compromisso com o papel do Parlamento do MERCOSUL, tomando nota das diferentes oportunidades de diálogo entre os órgãos decisórios do MERCOSUL e os representantes parlamentares do bloco.

Ressaltaram a importância do fortalecimento institucional dos órgãos do MERCOSUL, em reconhecimento ao seu papel central no apoio e na implementação das atividades decididas pelos diversos órgãos do bloco.

Eles saudaram o crescente interesse dos Estados Associados em participar de fóruns sobre a agenda social e cidadã do MERCOSUL, bem como do Fórum de Consulta e Coordenação Política do MERCOSUL, enfatizando os benefícios de uma maior cooperação e diálogo sobre essas questões para a integração da América do Sul e a melhoria das condições de vida das populações da região.

Destacaram o papel do Instituto de Políticas Públicas em Direitos Humanos e do Instituto Social do MERCOSUL na agenda social e cidadã e concordaram em continuar avaliando formas de promover maior participação dos Estados Associados nas atividades dos institutos.

Eles comemoraram a realização da Cúpula Social do MERCOSUL, nos dias 4 e 5 de dezembro, no Rio de Janeiro, e, ao agradecer as contribuições recebidas das organizações e movimentos sociais participantes, ressaltaram a importância de garantir a participação social no bloco em prol da consolidação e do aprofundamento da integração regional. 

Eles saudaram a aprovação do Protocolo de Adesão do Estado Plurinacional da Bolívia ao MERCOSUL pela República Federativa do Brasil.

26.COOPERAÇÃO 

Concordaram sobre a importância do trabalho conjunto em cooperação com diferentes agências e organizações congêneres, tais como: a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), entre outras, para implementar projetos de cooperação de interesse do bloco.

Tomaram nota da aprovação pelo Grupo Mercado Comum (GMC) do Projeto “Acordo sobre Localidades Fronteiriças Vinculadas: Estudo e Harmonização Legislativa”, elaborado em colaboração com o Programa EUROFRONT da União Europeia, com o objetivo de subsidiar os Estados Partes em questões relacionadas à imigração, trabalho, alfândega, seguridade social, acesso à saúde e educação, em apoio à implementação do Acordo sobre Localidades Fronteiriças Vinculadas.

Parabenizaram a realização do “Seminário Regional: Sanidade e Inocuidade da Produção e Alimentação da Agricultura Familiar, Camponesa e Indígena”, nos dias 29 e 30 de novembro de 2023, sendo a primeira atividade realizada com recursos próprios das Agências de Cooperação dos países do MERCOSUL, em colaboração com a Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar (REAF).

27. AGENDA EXTERNA REGIONAL

Eles se comprometeram a continuar melhorando os acordos comerciais com o Chile, a Colômbia e o Peru. Nesse sentido, ressaltaram a importância de avançar na atualização do Regime de Origem com o Chile, no acesso ao mercado agrícola, no regime de solução de controvérsias e na atualização da nomenclatura tarifária com a Colômbia, bem como no acesso ao mercado agrícola, nas zonas de livre comércio e na certificação digital de origem com o Peru. Eles destacaram o avanço nas discussões dos termos de referência com o Equador, o que permitirá negociar um acordo comercial renovado e ampliado no âmbito da ALADI.

Eles destacaram os esforços do bloco para expandir o comércio com a América Central e o Caribe. Neste contexto, destacaram o avanço nas negociações dos termos de referência para um possível acordo comercial com El Salvador. Da mesma forma, à luz dos avanços alcançados no âmbito do Memorando de Entendimento entre o MERCOSUL e a República Dominicana para a Promoção do Comércio, Investimentos e Cadeias Produtivas, destacaram a disposição de iniciar, o mais breve possível, negociações para um acordo comercial mutuamente benéfico entre o bloco e aquele país.

Tomaram nota da prorrogação do Regime de Drawback e da admissão temporária ao Acordo de Complementação Econômica entre o MERCOSUL e a Bolívia (ACE nº 36), instrumento benéfico para apoiar as operações comerciais no âmbito do referido Acordo e que, por sua vez, permite diversificar e fortalecer o comércio do MERCOSUL com o Estado Plurinacional da Bolívia. Eles também expressaram sua abertura para discutir o mecanismo de acumulação de origem deste Acordo.

28. AGENDA EXTERNA EXTRA-REGIONAL

Saudaram os avanços alcançados na agenda de negociações comerciais extrarregionais, que priorizaram os processos negociais concluídos "em princípio" para que os países do MERCOSUL possam aprofundar sua inserção nas cadeias inter-regionais, atrair investimentos, aumentar as exportações e gerar empregos de qualidade.

Eles saudaram a assinatura do Acordo de Livre Comércio entre o MERCOSUL e Cingapura, um importante parceiro comercial do bloco, e o primeiro acordo do MERCOSUL com um país da região Ásia-Pacífico, o que constitui um passo importante na aproximação do bloco com aquela região.

Registaram os consideráveis ​​progressos alcançados na negociação do Acordo de Associação MERCOSUL-União Europeia, após um intenso período de rodadas de negociações, que abrangeram uma ampla gama de questões. Eles concordaram em continuar trabalhando para sua conclusão e assinatura, para que o Acordo seja equilibrado e equitativo para as partes.

Ao mesmo tempo, reiteraram sua preocupação com a evolução de iniciativas legislativas que possam resultar em medidas comerciais restritivas que afetem as exportações agrícolas do MERCOSUL.

Eles tomaram nota das trocas realizadas com representantes da EFTA ao longo do semestre e renovaram seu compromisso de acelerar as tarefas que permitirão a pronta assinatura do acordo comercial com o MERCOSUL.

Eles reiteraram suas expectativas de concordar prontamente com um diálogo exploratório com os Emirados Árabes Unidos, o que contribuiria para um aumento sustentado no comércio, investimento e cooperação entre as partes. Eles enfatizaram sua disposição de iniciar negociações para um acordo comercial mutuamente benéfico entre o bloco e aquele país o mais rápido possível.

Eles destacaram os contatos e intercâmbios com o Canadá e a Indonésia, no âmbito das respectivas negociações em andamento. Eles também deram continuidade aos intercâmbios com o Vietnã no contexto do relacionamento com aquele país.

Neste espaço de diálogo, o Paraguai recebeu do país anfitrião a Presidência Pro Tempore do mecanismo de integração econômica, para continuar trabalhando nos desafios pendentes no primeiro semestre de 2024.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS