A falta de conhecimento empresarial sobre o acordo entre o Mercosul e a União Europeia é um dos motivos para preocupação na Argentina, antecipando a iminente entrada em vigor do entendimento planejado para o Sexta-feira, 1 de maio de 2026 conforme alertado em uma análise preparada pela consultoria CIEN, de autoria do Mestre Gustavo Scarpetta.
A pesquisa foi divulgada nesta segunda-feira (27/04/2026) para Aduana News O relatório observa que, embora as empresas vejam o acordo como uma oportunidade com um impacto predominantemente positivo, elas também reconhecem a existência de riscos associados. No entanto, o relatório alerta que, em termos gerais, O setor privado não está preparado para o novo cenário empresarial. Isso está por vir, evidenciando uma lacuna entre a percepção das oportunidades e o nível real de planejamento estratégico.
Os dados provêm de um Uma pesquisa realizada há dez dias com 190 empresas argentinas ligadas ao comércio internacional e consultorias especializadas, baseada em cinco perguntas básicas, revelou que...Em relação ao acordo entre o Mercosul e a União Europeia, a análise destaca uma situação que constitui "uma preocupação real", apontando para uma "desconexão crítica entre a realidade e a percepção".
Além disso, o relatório destaca que, embora o acordo esteja prestes a entrar em vigor, a maioria das empresas acredita erroneamente que ainda há tempo, o que revela uma lacuna significativa no planejamento estratégico.
Dados relevantes
A análise da consultoria CIEN destaca uma série de indicadores-chave que refletem o baixo nível de preparo do setor privado argentino, a saber:
- conhecimento: Só o 10% As empresas estão plenamente cientes do cronograma de redução tarifária, considerado o "coração operacional" do acordo.
- Ação: Por sua vez, quase seis em cada dez As empresas não estão implementando ações concretas de adaptação, apesar da proximidade de sua entrada em vigor.
- Expectativa: Embora mais do que 50% Embora muitas empresas vejam o acordo como positivo, essa expectativa ainda não se traduziu em um planejamento estratégico eficaz.
- Estratégia: Na mesma linha, seis em cada dez As empresas não incluem a Europa em sua estratégia de exportação, apesar da iminente abertura do mercado.
- Brecha: O estudo identifica um déficit de inteligência empresarial aplicada, evidenciada pelo baixo conhecimento técnico do acordo e pela limitada preparação setorial.
- Risco: Este cenário também apresenta risco de perda de competitividade em comparação com as empresas europeias que já estão adaptadas ao novo regime.
A janela de oportunidade é curta e exigente. Nesse contexto, o verdadeiro diferencial, segundo Scarpetta, “será o nível de preparação com o qual as empresas irão enfrentar o novo cenário comercial, que começará nesta sexta-feira.”

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