InícioComércioCIEN: Importações argentinas cresceram 31,7% entre janeiro e julho de 2025

CIEN: Importações argentinas cresceram 31,7% entre janeiro e julho de 2025

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As importações da Argentina aumentaram 31,7% nos primeiros sete meses de 2025 em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a análise elaborada pela Centro de Pesquisa em Exportação e Negócios Internacionais (CIEN), dirigido por Gustavo Scarpetta.

Produtos líderes

O ranking de los dez produtos mais importados continua a ser liderado pelo carros, que representaram 7,6% do total (US$ 2.693 bilhões). Seguem-se autopeças (4,5%), a óleo de petróleo (3,6%) e soja paraguaia, que mantém sua posição histórica no top 5 com 3,2% das compras externas. Outros produtos notáveis ​​incluem gás de petróleo, celulares, caminhões, tratores, produtos imunológicos e fertilizantes, que juntos representam aproximadamente um terço das importações totais do país.

Maior crescimento

A análise dos produtos que mais cresceu em termos percentuais produz resultados surpreendentes. Em primeiro lugar, está localizado óleo de soja, com compras de USD 56,6 milhões, e em segundo lugar a farinha de soja (US$ 40,9 milhões), ambos do Paraguai e praticamente inexistentes em 2024.

O terceiro e quarto lugares são ocupados por eletrodomésticos, com um aumento acentuado: máquinas de lavar (+5.041%) y refrigeradores (+1.055%), com compras externas de US$ 65,7 e 102,8 milhões, respectivamente.

Completando o top dez para crescimento estão carne de porco congelada (+651%), tratores rodoviários (+357%), PET (+320%), caminhões a diesel (+271%), pás mecânicas (+260%) e novamente o carros, que além de liderar em valor, cresceu 203% em relação ao ano anterior.

Em posições posteriores estão vários produtos como caminhões, café, calçados, computadores e baterias, refletindo uma maior diversificação da pauta de importações.

Continuidade ou mudança?

A perspectiva para 2025 reflecte uma combinação de continuidade e mudança: por um lado, o dependência estrutural de automóveis, autopeças e energia permanece estável; por outro lado, boom no complexo de soja, eletrodomésticos e bens de capital mostra uma recuperação no consumo durável e no investimento produtivo.

Segundo o estudo do CIEN, esse padrão sugere que a Argentina está tentando satisfazer a demanda interna e modernizar os setores produtivos, ao mesmo tempo em que fortalece a integração regional com fornecedores como o Paraguai. O desafio central será equilibrar essas necessidades com a competitividade da indústria nacional e a gestão do comércio exterior.

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