Especialistas internacionais abordaram o problema do comércio ilícito em um fórum realizado hoje (03.12.2020) pela Federação de Câmaras e Associações Industriais da América Central e República Dominicana (FECAICA).
Em seu discurso, o Vice-presidente da Organização Mundial das Alfândegas (OMA) Região para as Américas e o Caribe, Werner Ovalle, explicou que “as alfândegas a nível regional realizam uma série de esforços para abordar o combate ao comércio ilícito e à criminalidade transnacional, fortalecendo a facilitação do comércio, reforçando os controlos e, de forma reativa, combatendo estes crimes”.
No evento virtual, moderado pelo empresário Mariano Moyo, o vice-presidente regional da OMA destacou, entre os desafios do século XXI, o novo conceito de cooperação que deve existir entre as administrações aduaneiras e o setor privado.
Ovalle expressou assim “a importância de continuar a fortalecer estes espaços de comunicação e coordenação entre as alfândegas e os intervenientes do comércio internacional”.
O fórum também discutiu a Lei Modelo de Combate ao Comércio Ilícito e ao Crime Organizado Transnacional, que está em processo de aprovação pela assembleia do Parlamento Latino-Americano e do Caribe (Parlatino).
Por sua vez, o Embaixador e Secretário-Geral da Secretaria de Integração Econômica Centro-Americana (SIECA), Melvin Enrique Redondo, reiterou “o apoio da SIECA para continuar a trabalhar em estreita colaboração com as autoridades regionais, em particular com as alfândegas, e esperamos ter em breve a proposta da Lei Modelo para poder realizar a análise correspondente”.
O comércio ilícito é um fenômeno altamente complexo, cujas manifestações não podem ser resolvidas com políticas isoladas, executadas apenas em nível nacional. Por esse motivo, autoridades e o setor privado da América Central uniram forças para compartilhar melhores práticas e propor ações coordenadas para combatê-lo.
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