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O setor de biocombustíveis está pedindo ao Senado que aprove uma nova lei para impulsionar a indústria argentina.

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A Argentina possui uma base federal de produção de biocombustíveis e mantém um histórico de destaque no mercado internacional. No caso de biodiesel à base de soja, o país é o produtor do terceiro mundo, com grande parte da produção concentrada em Santa Fé e a província de Buenos Aires. Por sua vez, o bioetanol, que se destina integralmente ao mercado interno, concentra-se principalmente em Córdoba (39% da produção, a partir do milho) e Tucuman (31%, da cana-de-açúcar), segundo fontes oficiais, aproveitando os pontos fortes produtivos de cada província.

Neste contexto, na terça-feira (30.09.2025), diferentes câmaras do setor industrial e petrolífero apresentaram perante a Comissão de Indústria e Comércio do Senado sobre a rentabilidade e competitividade do setor e solicitaram a aprovação do novo projeto de lei sobre biocombustíveis, que substitui a Lei 27.640, atual Marco Regulatório dos Biocombustíveis, aprovada em 2021.

As indústrias de biodiesel e petróleo destacaram os desafios enfrentados pela agregação de valor na fonte e pediram uma estrutura legal que permitisse o aumento da produção em nosso país.

Gustavo Idígoras (Ciara-CEC) Ele enfatizou que Santa Fé possui o maior número de usinas do país, embora atualmente apenas 10% da capacidade instalada esteja ativa devido a restrições legais que fixam preços arbitrariamente e limitam as vendas ao mercado interno.A lei atual não permite a industrialização, agregação de valor ou geração de empregos."Ele disse.

O chefe do CIARA-CEC acrescentou que "Países como Brasil e Estados Unidos conseguiram aumentar a produção por meio de políticas progressivas que incentivam a mistura obrigatória de biocombustíveis, enquanto a Argentina continua atrás.". Ele destacou que, 58 países no mundo têm legislação semelhante, mas nenhuma delas aplica restrições como a atual lei argentina.

Entre o objetivos da nova regulamentação, os empresários ressaltaram:

  • Aumentar gradualmente a mistura obrigatória de biocombustíveis, seguindo modelos bem-sucedidos como os do Brasil e da Indonésia.
  • Permitindo a participação de empresas de todos os portes, desde PMEs até multinacionais, com tecnologia nacional e internacional.
  • Posicionar a Argentina nos mercados globais de biocombustíveis, incluindo usos aeronáuticos e marítimos, antecipando as regulamentações internacionais de emissões.
  • Melhorar a competitividade, o valor agregado e a renda dos trabalhadores da indústria.

"Se não atualizarmos a lei, a Argentina corre o risco de importar biocombustíveis enquanto nosso potencial produtivo permanece ocioso.", alertou Idígoras. Por isso, os representantes nacionais —Javier Patino, membro da RIA Consultores; Víctor Castro, diretor executivo da CARBIO; e Axel Boerr, presidente da CAPBA— concordaram com a necessidade de aprovar um marco legal que incentive a industrialização, o investimento e a expansão do setor, aproveitando a crescente demanda global por biocombustíveis e posicionando a Argentina como um fornecedor competitivo em mercados internacionais estratégicos.

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