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O BID incentiva a transformação digital nas alfândegas

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O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) publicou uma nota intitulada “A pandemia como oportunidade de transformação digital nas alfândegas” Afirma que os países da América Latina e do Caribe devem aproveitar a disponibilidade de novas tecnologias, a situação de inovação acelerada e o apoio da organização financeira internacional para acelerar a modernização de suas alfândegas.

A análise, elaborada por Sandra Corcuera -especialista em alfândega e comércio do BID- e José Martín García Sanjinés -consultor interno da Divisão de Comércio e Investimentos da Organização-, destaca a ascensão do comércio eletrônico, com vendas líquidas internacionais crescendo 28,3% entre o primeiro semestre de 2020 e o mesmo período de 2019, de acordo com a Amazon. Ao mesmo tempo, ele destaca o trabalho da alfândega e sua digitalização em resposta à necessidade urgente de desembaraço de mercadorias críticas para lidar tanto com a emergência quanto com o fluxo do comércio.

No entanto, a publicação do blog do BID alerta que os países da região estão atrasados ​​na implementação do Acordo de Facilitação do Comércio da Organização Mundial do Comércio, com base em dados de 2019. Para promover esse propósito e a recuperação econômica, são necessários melhor desempenho logístico e infraestrutura adequada, tanto física quanto digital., e serviços de transporte associados.

Para enfrentar esses desafios, os autores incluem as seguintes observações:

  • Os países podem implementar o uso de novas tecnologias disponível para melhorar a gestão aduaneira.
  • Tecnologias utilizáveis permitir a rastreabilidade das mercadorias a serem rastreadas (radiofrequência e Internet das Coisas) e otimizar o gerenciamento de riscos (inteligência artificial, aprendizado de máquina e big data).
  • A utilização de novas ferramentas tecnológicas deve ser realizada num contexto de Gestão Coordenada de Fronteiras entre a alfândega e as demais entidades envolvidas nos processos fronteiriços.
  • A coordenação é facilitada pela interoperabilidade entre autoridades e operadores económicos através da Janelas Únicas de Comércio Exterior (VUCE) ou o Sistemas Comunitários Portuários.
  • Apresenta-se a oportunidade de fomentar e fortalecer cadeias de valor regionais com iniciativas de interoperabilidade entre os sistemas aduaneiros e outras entidades fronteiriças, como por exemplo através do Plataforma de comércio digital da América Central e a aplicação CHAIN que usa blockchain.
  • Tais elementos não seriam eficazes sem uma infraestrutura funcional nos pontos de entrada e saída de mercadorias nas fronteiras terrestres, portos marítimos e aeroportos. O projeto de Integração Tecnológica Aduaneira (PITA) da Alfândega Mexicana é um ejemplo intervenção abrangente em tecnologia e infraestrutura de fronteira.

Por fim, a nota destaca que “os países da região devem aproveitar a disponibilidade de novas tecnologias, a necessidade de inovação acelerada representada pela pandemia e o apoio de organizações como o BID para acelerar a transformação digital de suas alfândegas”. (Acesse a nota no blog Além das fronteiras).

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