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Davos 2026: Os principais riscos globais no início do ano

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Na preparação para a 56ª Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial — cuja presença a Argentina já confirmou —, que será realizada de De 19 a 23 de janeiro de 2026 em Davos-Klosters, Suíça.Líderes políticos, empresariais e sociais estão se concentrando nos riscos e oportunidades que definirão a agenda global para o próximo ano.

Nesse contexto, o Fórum Econômico Mundial apresentou nesta quarta-feira (14 de janeiro de 2026) o Relatório Global de Riscos 2026Este relatório, um dos documentos fundamentais que antecedem a cúpula, visa orientar o debate estratégico e promover respostas coordenadas a um cenário internacional cada vez mais complexo. O documento de 100 páginas define “risco global” como a possibilidade de ocorrência de um evento ou condição que, se concretizado, afetaria negativamente uma parcela significativa do PIB global, da população ou dos recursos naturais.

A edição de 2026 do Fórum Econômico Mundial O evento reunirá mais de 300 chefes de Estado e de governo, autoridades de organizações internacionais e líderes empresariais globais.Segundo o WEF, entre os participantes confirmados estão os presidentes Donald J. Trump (Estados Unidos), Javier Milei (Argentina), Mark Carney (Canadá) e Alexander Stubb (Finlândia), bem como o chanceler alemão Friedrich Merz e representantes de alto escalão da China, Catar, Indonésia e Moçambique.

Também participarão figuras importantes do sistema multilateral, como António Guterres (ONU), Christine Lagarde (BCE), Ursula von der Leyen (Comissão Europeia), Kristalina Georgieva (FMI) e Ngozi Okonjo-Iweala (OMC), juntamente com executivos de empresas líderes nos setores de tecnologia, finanças e indústria.

Segundo o relatório, o “confronto geoeconômico“Este é o principal risco global a curto prazo, seguido pelos conflitos armados entre Estados, num contexto em que o comércio, as finanças e a tecnologia são utilizados como instrumentos de poder e pressão estratégica. Segundo o Fórum Econômico Mundial, este fenómeno “já se estende muito além das tarifas” e reflete uma mudança estrutural na forma como os Estados concebem as suas relações económicas internacionais.”

A este respeito, o relatório observa que os governos “parecem estar perdendo a fé na estrutura jurídica que sustenta o comércio global”. Em particular, o sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC), fundamental para a resolução pacífica de disputas comerciais, está sendo cada vez mais marginalizado. O número de casos apresentados caiu para aproximadamente um terço do nível anterior a 2019, quando o Órgão de Apelação, componente central desse mecanismo, foi paralisado.

Em paralelo, o relatório observa uma expansão das políticas de controle de investimentos nos países do G20, cada vez mais impulsionadas por realinhamento estratégico e critérios de segurança nacional, em vez de considerações econômicas tradicionais. Além disso, países não alinhados nem com a China nem com os Estados Unidos podem enfrentar pressão crescente para aderir a regimes de sanções, em um contexto de crescente fragmentação da ordem econômica internacional.

O documento alerta que o número de setores considerados “estratégicos” para a segurança nacional continua a aumentar e que estes estão cada vez mais sujeitos a controles de exportação, restrições comerciais e proibições de investimento. Entre os setores recentemente impactados por essas medidas estão a inteligência artificial, semicondutores, biotecnologia, computação quântica, drones e elementos de terras raras.

Na frente econômica, o relatório identifica um aumento nos riscos de uma desaceleração global, com crescentes preocupações sobre a inflação persistente, a volatilidade do mercado financeiro e a possível formação de bolhas de ativos, em um contexto de altos níveis de dívida pública e privada.

Este cenário transcende a esfera econômica e geopolítica e tem um impacto profundo nas sociedades. Relatório Global de Riscos 2026 aponta para polarização social e desigualdade como riscos estruturais que ameaçam a coesão interna dos países e enfraquecem o contrato social entre governos e cidadãos.

O relatório também alerta para o impacto de aceleração tecnológicaA desinformação e a manipulação dos meios de comunicação estão se consolidando como um dos principais riscos a curto prazo, enquanto cresce a preocupação com os potenciais efeitos adversos de inteligência artificial a longo prazo, em um contexto de estruturas regulatórias ainda incipientes.

enquanto riscos ambientais Embora mantenham um peso significativo no horizonte para os próximos dez anos, o relatório alerta que estão sendo relegadas a um segundo plano no curto prazo diante de urgências geopolíticas e econômicas, o que pode agravar as vulnerabilidades sistêmicas no futuro.

Com base na Pesquisa Global de Percepção de Riscos 2025-2026, que reuniu as opiniões de mais de 1.300 líderes e especialistas de todo o mundo, o relatório conclui que 50% dos entrevistados antecipam um cenário global “turbulento ou tempestuoso” nos próximos dois anos, proporção que sobe para 57% em um horizonte de dez anos, enquanto apenas 1% prevê um cenário estável ou calmo.

Nas palavras de Saadia Zahidi, diretora-geral do Fórum Econômico Mundial, O relatório não busca prever o futuro, mas sim oferecer uma estrutura para a prevenção e gestão de riscos, enfatizando que, mesmo em um ambiente de crescente competição estratégica, A cooperação internacional continua sendo indispensável. Fortalecer a resiliência global e construir um cenário mais estável.

Acesse o documento aqui: https://reports.weforum.org/docs/WEF_Global_Risks_Report_2026.pdf

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