O presidente argentino Aníbal Fernández inaugurou a cúpula do MERCOSUL na quinta-feira (08.07.2021/XNUMX/XNUMX), onde entregou a presidência pro tempore ao seu homólogo brasileiro, Jair Bolsonaro, pelos próximos seis meses.
Em seu discurso de abertura, o presidente pediu que não se viole o princípio do consenso no MERCOSUL.
"O consenso é a espinha dorsal constitutiva do MERCOSUL, seu DNA, sua razão de ser. É uma regra. E não devemos esquecer essas regras em um contexto global de grande incerteza", disse Fernandez.
Paraguai defende “princípios fundadores” do Mercosul
Por sua vez, durante seu discurso na Cúpula de Presidentes do bloco, o Presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, defendeu a manutenção dos “princípios fundadores” do MERCOSUL, com uma relação externa “coordenada” e, se possível, com mais medidas “dinâmicas”.
«Os princípios fundadores do Mercosul continuam tão válidos e necessários hoje, porque reforçam a ideia de que Não há melhor maneira do que fortalecer nosso processo de configuração. "Portanto, é necessário que continuemos a colaborar ativamente com propostas para consolidar o comércio regional e fortalecer uma política comercial comum", disse ele aos seus pares.
"No que diz respeito às relações externas, devemos continuar trabalhando de forma coordenada e conjunta, com uma visão equilibrada que leve em conta os interesses de todos e ouça os Estados Partes", disse Mario Abdo Benítez.
Brasil insiste em MERCOSUL com liberdade de negociação
O presidente brasileiro Jair Bolsonaro, cujo país ocupa a presidência semestral do MERCOSUL, anunciou na cúpula do bloco que manterá seus "esforços" para "revisar a tarifa externa comum e dar flexibilidade às negociações comerciais".
"Não podemos permitir que o Mercosul continue sendo sinônimo de ineficiência e oportunidades desperdiçadas", disse Bolsonaro durante discurso virtual na cúpula, que também conta com a presença dos presidentes da Argentina, Uruguai e Paraguai.
Segundo o presidente, "O Brasil não vai parar de se modernizar» da sua própria economia e da do MERCOSUL, e Ele espera que os seus “parceiros de integração” o apoiem nos ideais de “abertura, democracia e liberdade” promovido pelo seu Governo.
Bolsonaro também se opôs à "regra do consenso" e às "visões arcaicas" do MERCOSUL, em seu discurso na cúpula virtual de presidentes do bloco.
“A utilização da regra do consenso como instrumento de veto e o apego a visões arcaicas de cunho defensivo terão como único efeito consolidar o sentimento de ceticismo e dúvidas sobre o verdadeiro potencial dinâmico do Mercosul”, afirmou Jaim Bolsonaro, após sua O homólogo argentino Alberto Fernández defendeu o consenso nas negociações comerciais como a “espinha dorsal” do MERCOSUL.
A verdade é que os imensos desafios que o horizonte abrirá após a COVID-19 tornam necessário fortalecer os mecanismos de integração do MERCOSUL: a melhor maneira será fazê-lo de forma coordenada e regional.
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