O presidente brasileiro Jair Bolsonaro declarou-se um grande admirador dos Estados Unidos em sua primeira visita oficial a Washington, dizendo que buscava uma nova era de relações muito próximas entre os dois países após o que ele chamou de décadas de líderes antiamericanos.
O presidente brasileiro e uma delegação de vários ministros estão em Washington desde a noite de 17 de março. Nesta terça-feira (19.3.2019) Bolsonaro se reunirá com seu colega americano, Donald Trump.
O presidente brasileiro garantiu aos líderes empresariais que gostaria de criar mais parcerias com os Estados Unidos. O Brasil mudou, ele disse.
"O povo americano e os Estados Unidos sempre foram inspiradores em muitas das decisões que tomei", disse Bolsonaro. "Estou aqui estendendo minhas mãos e tenho certeza de que (o presidente Donald) Trump fará o mesmo (...) Queremos um grande Brasil, assim como vocês querem um grande Estados Unidos."
O ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, ecoou as mensagens de amizade de Bolsonaro, mas lembrou ao público que a China, maior parceira comercial do Brasil, estaria lá para preencher o vazio se os Estados Unidos não se abrissem mais para o comércio com a maior economia da América Latina.
A China promete ser um foco importante do encontro entre os dois líderes.
O Brasil demonstrou pouco interesse em se envolver na guerra comercial entre Washington e Pequim, que há muito ultrapassou os Estados Unidos como maior parceiro comercial do gigante sul-americano.
Mas autoridades americanas alertaram seus colegas brasileiros sobre preocupações de segurança relacionadas à fabricante chinesa de equipamentos de telecomunicações Huawei Technologies durante negociações em Washington, disse uma autoridade sênior que falou a repórteres sob condição de anonimato.
A visita de três dias ressalta a proximidade ideológica de Bolsonaro com a influência dos EUA na América Latina para enfrentar o que ele chama de ameaça comunista à democracia, um tópico que ele comentou na noite de domingo (817.3.2019 de março de XNUMX) em um jantar com seus ministros e pensadores de direita.
Mais cedo nesta segunda-feira, Bolsonaro visitou a sede da Agência Central de Inteligência (CIA) e se encontrou com a diretora da agência, Gina Haspel.
Fonte: Reuters
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