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Argentina transferirá presidência do Mercosul para o Brasil

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Na quinta-feira, 8 de julho, a Argentina transferirá a presidência do Mercosul para o Brasil, no âmbito da cúpula semestral do bloco, que será realizada de forma virtual.

Antes das palavras do presidente argentino, de todos os seus pares do bloco regional e do tradicional golpe de martelo que simboliza a transferência, o chanceler Felipe Solá apresentará um relatório detalhado sobre o trabalho realizado por nosso país ao longo destes seis meses, sempre com o objetivo de fortalecer a integração.

Dentro da agenda de reuniões pré-cimeira, Ontem foi realizada a XXXVII Reunião Extraordinária da Comissão de Comércio do bloco; a Reunião de Ministros da Economia e Presidentes de Bancos Centrais do Mercosul e Países Associados e a 99ª Reunião Ordinária do Fórum de Consulta e Concertação Política.

Nesta terça-feira (06.07.2021) o Palácio San Martin sediará o evento online Reunião Extraordinária do Grupo Mercado Comum (GMC), órgão que reúne os coordenadores técnicos do bloco, para apresentar aos chanceleres do Mercosul as propostas, projetos de decisão e programas de trabalho, com o objetivo de avançar e aprofundar a integração, segundo nota do Itamaraty. Esta reunião é presidida pelo Secretário de Relações Econômicas e negociador-chefe argentino, Jorge Neme.

Também no dia 6 de julho será realizada a IX Reunião de Ministros da Indústria, Comércio e Serviços; enquanto Amanhã, quarta-feira, o chanceler argentino Felipe Solá presidirá a reunião do Conselho do Mercado Comum, composto pelos Ministros das Relações Exteriores e da Economia.

Serão realizadas duas sessões plenárias: no início, junto com seus pares dos Estados-membros — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — e da Bolívia — que está em processo de adesão — e depois se juntarão a representantes dos países associados e convidados.

O Secretário-Geral da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), Sergio Abreu Bonilla, também participará desta reunião; o Presidente Executivo do FONPLATA-Banco de Desenvolvimento, Juan Notaro Fraga, e a Secretária Executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena.

Segundo a Chancelaria argentina, alguns dos temas que serão discutidos e debatidos serão: a tarifa externa comum, o acordo comercial assinado com a União Europeia, mas que ainda não entrou em vigor, o status das negociações com outros blocos e países, o status de cidadania do bloco e a "necessidade de revitalizar o bloco como principal plataforma de projeção internacional da nossa região".

A última vez que os presidentes dos países do Mercosul se encontraram por videoconferência foi no dia 26 de março, em evento para comemorar os 30 anos do bloco de integração regional, no qual ficaram claras as divergências quanto à estratégia conjunta de abertura comercial.

A tensão se reflete principalmente em questões relacionadas à chamada tarifa externa comum e ao mecanismo de negociações comerciais externas como um bloco único. Enquanto Brasil e Uruguai pedem um bloco menos protecionista, com tarifa externa menor e mais aberto a acordos com outros mercados, a Argentina adota uma política mais focada em restringir importações para fortalecer a indústria local.

Conforme Itamaraty, aquele país continuará com os esforços para avançar na agenda de “modernização” do Mercosul para transformar o bloco em um "instrumento eficaz de competitividade e melhor integração regional e global".

Com informações da Télam e da Efe

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