A balança comercial registrou um déficit de 1.083 bilhão de dólares em agosto, ante o superávit de 708 milhões de dólares no mesmo mês de 2016, informou nesta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC).
Em agosto, as exportações totalizaram US$ 5.228 bilhões, 9,2% menos que no mesmo mês do ano passado, enquanto as importações cresceram 24,9%, para US$ 6.311 bilhões, segundo o relatório oficial.
Nos primeiros oito meses do ano, o déficit comercial atingiu 4.498 bilhões de dólares, o que já é o dobro do déficit comercial de todo o ano anterior.
Exportações de produtos primários, principalmente feijão, Soja e milho caíram 23% em quantidades, dados os preços 6,8% inferiores aos de agosto do ano passado, que renderam 1.380 bilhão de dólares, 28% a menos que em 2016.
As As Manufaturas de Origem Agrícola (MOA) aumentaram suas quantidades em 4,7%, mas com preços também 6,8% menores que os do ano passado, então o faturamento de 2.083 milhões de dólares foi 2,4% menor que o do ano passado.
Enquanto isso, o Manufaturas de Origem Industrial, embora tenham apresentado preços 2,4% menores que no ano passado, as quantidades subiram ligeiramente em 0,3%o que nos permitiu faturar 1.594 bilhão de dólares, patamar semelhante ao do ano passado.
Só o setor energético, com aumento de 48% nas vendas, 171 milhões de dólares, apresentou tendência favorável com preços 4,5% maiores que em 2016 e aumento de 42,3% nas quantidades vendidas.
Tal como nos meses anteriores, O Brasil foi o principal parceiro comercial Argentina, com exportações atingindo 762 milhões de dólares e importações de 1.655 bilhão, deixando um déficit comercial de 893 milhões de dólares.
Parecer consultivo
Um relatório recente da empresa de consultoria Ecolatina Ele observou que a melhora econômica do Brasil "é particularmente relevante para a indústria local", já que as exportações de produtos industriais argentinos para o país cresceram 3,4% na comparação anual entre janeiro e agosto.
"Se a demanda do Brasil começar a crescer no ano que vem, é provável que nossas exportações industriais consolidem sua recuperação", diz o relatório da consultoria.
Para além das estimativas, a verdade é que os défices mais significativos em agosto foram registados com o Brasil (893 milhões de dólares), a China (810 milhões), os Estados Unidos (728 milhões), a Alemanha (242 milhões) e a França (105 milhões).
Os superávits mais significativos em agosto corresponderam ao comércio com o Chile (144 milhões); Egito (133 milhões), Índia (112 milhões), Peru (104 milhões) e Vietnã (94 milhões).
O déficit acumulado nos oito meses de 2017 chegou a 4.498 bilhões de dólares, com as exportações totalizando 38.528 bilhões de dólares, apenas 53 milhões a menos que no mesmo período do ano passado, enquanto as importações totalizaram 43.026 bilhões de dólares, com aumento de 16,8%.
Fonte: Reuters
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