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Argentina propõe modificação da Tarifa Externa e é instada a desenvolver plano de relações externas

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A Argentina apresentou formalmente nesta segunda-feira (27.04.2021/XNUMX/XNUMX) na cúpula de chanceleres do Mercosul uma proposta de redução da Tarifa Externa Comum (TEC) e ratificou sua posição favorável à condução conjunta das relações com terceiros países, com base no acordo comercial existente. prioridades no bloco regional.

Ao inaugurar a XII Reunião Extraordinária do Conselho do Mercado Comum, o Chanceler Felipe Solá destacou que “uma proposta de redução média da AEC, mas utilizando uma metodologia de segmentação do universo tarifário em produtos agroindustriais, industriais, bens de capital, TI e telecomunicações".

A iniciativa tem "cinco elos diferenciados entre si pelo grau de elaboração do produto em cada caso e daí sai uma recomendação de maiores reduções em insumos e matérias-primas, e menores reduções em bens finais", acrescentou Solá.

A Tarifa Externa Comum é a taxa que produtos de países terceiros devem pagar para entrar no mercado regional.

Quanto a relações com países ou blocos terceiros, Solá instruiu “aos coordenadores do Grupo Mercado Comum para que, ao final deste semestre, elaborar proposta de plano de negociações externas que identifique prioridades para a agenda externa do Mercosul".

Ele também pediu que tipos específicos de ofertas e disciplinas fossem considerados e que um relatório completo fosse produzido sobre o status das diversas negociações.

A Argentina espera convergir as propostas dos Estados Partes na revisão da CEA e no sistema de relações exteriores durante este semestre, segundo fontes do Itamaraty que informaram a Télam.

Iniciativa Uruguai

Nesta ocasião, o Uruguai finalmente apresentou formalmente a sua iniciativa de “flexibilização” da CEA e da política de relações com países ou blocos terceiros.

Especificamente, o Uruguai propõe que, para “explorar” novas negociações de acordos comerciais com países fora do bloco, não seja mais necessária a participação conjunta de todos os membros do Mercosul.

Juridicamente, isso implicaria modificar a Decisão 32 do Conselho do Mercado Comum (CMC) de 2000, que, em seu artigo 1º, reafirmou “o compromisso dos Estados-Membros do Mercosul de negociar conjuntamente acordos comerciais com terceiros países” ou grupos de países extra- países da zona de comércio livre nos quais são concedidas preferências tarifárias."

Enquanto isso, do ponto de vista político-institucional, pode significar uma nova configuração do Mercosul.

Por meio de sua conta no Twitter, a Chancelaria uruguaia informou que a iniciativa apresentada hoje “sobre flexibilidade e tarifa externa comum” tem “com o total apoio do Brasil".

O ministro da Economia do Brasil, Pablo Guedes, apoiou a proposta uruguaia, mas o Itamaraty foi mais cauteloso, segundo fontes do Itamaraty.

O Brasil também está pressionando por um corte maior na AEC do que a Argentina.

Na reunião de hoje, Solá insistiu que "a Argentina tem vontade de chegar a um consenso".

A proposta argentina, que foi anunciada em linhas gerais há algumas semanas, contempla a redução da Tarifa Externa Comum sobre um total de 1.900 produtos insumos, além de bens de capital e acessórios, dos atuais 2% para 0%.

A iniciativa uruguaia, por sua vez, contempla uma redução de todas as tarifas em cerca de 10% neste ano e percentual semelhante em 2022. Além disso, postula que as relações externas podem ser realizadas por cada país individualmente, sem a necessidade do apoio de todo o bloco.

Assim, As negociações continuarão em maio próximo com uma nova reunião de coordenadores do Grupo Mercado Comum e com uma reunião presencial de Chanceleres a ser realizada na cidade de Buenos Aires., já que a Argentina ocupa a presidência pro tempore do bloco.

A reunião do Mercosul de ontem foi para chanceleres, mas também estiveram presentes membros das equipes econômicas dos diversos governos.

Além de Martín Guzmán, a Argentina foi representada pelo Ministro do Desenvolvimento Produtivo, Matías Kulfas, e pelo Ministro da Agricultura, Luis Basterra.

Com informações de Telam

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