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Argentina registra forte alta nas exportações em agosto

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Em agosto de 2021, a Argentina relatou um superávit comercial de US$ 2.339 bilhões, o maior desde novembro de 2019, segundo o INDEC desta quarta-feira (22.09.2021/2013/XNUMX). A melhora foi impulsionada por um forte aumento nas exportações, que atingiram seu maior nível mensal desde maio de XNUMX.

Nos últimos oito meses, a receita cambial por meio do comércio totalizou US$ 10.649 milhões. Esses dados oficiais mostram que o comércio exterior é um dos principais setores que fornecem dólares genuínos à Argentina em um contexto de fracas reservas líquidas do Banco Central.

Segundo o INDEC, Exportações atingiram US$ 8.093 milhões, o que significava um aumento anual de 63,3%. O salto ocorreu devido a uma combinação de um aumento de 30% nos preços e um aumento de 25,7% nas quantidades. Todos os setores exportadores cresceram: os produtos primários cresceram 69,2%; manufaturas de origem industrial, 60,4%; manufaturas agrícolas, 46,8%, e combustíveis e energia, 182,4%.

Paralelamente, o As importações de agosto totalizaram US$ 5.754 bilhões, com um aumento de 64%. A melhora foi mais acentuada nas quantidades, que aumentaram 33,4%, enquanto os preços subiram 22,8%. Todos os usos econômicos registraram variações positivas, com exceção dos veículos automotores de passeio, que caíram 4,2%. Os bens de capital cresceram 38,3%; bens intermediários, 61,1% e peças e acessórios para bens de capital, 88%.

Os bens de consumo também apresentaram crescimento de 18,7%, bem abaixo da média das importações. A diferença se deve à fraqueza do poder de compra medido em dólares, aliada à política de gestão de importações por meio de licenças não automáticas. Já os combustíveis e lubrificantes subiram 222,8%, em função do gás natural liquefeito e do diesel para atender à demanda do inverno.

O relatório do INDEC reflete que a maior parte das exportações em agosto foram direcionadas para Brasil (14%), China (8,7%) e Estados Unidos (6,2%). Do lado das importações, os principais fornecedores foram os mesmos três, mas em ordem diferente: China (20,3%), Brasil (20,1%) e EUA (9,6%). (Relatório técnico do INDEC)

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