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Argentina busca investimentos chineses para mineração

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A Argentina apresentará à República da China os 10 projetos de cobre mais importantes do país em estágios avançados de exploração e viabilidade, que devem exigir investimentos de mais de US$ 15.000 bilhões, como parte do potencial de mineração que inclui ouro, prata, lítio e depósitos minerais industriais.

Foi o que antecipou em Pequim o subsecretário de Desenvolvimento Mineiro, Mario Capello, à frente de uma delegação de autoridades e empresários nacionais que desenvolverão nos próximos dias uma ampla agenda de reuniões que culminarão com a participação no Feira de Mineração da China, na cidade de Tianjin.

"Nesta missão apresentaremos o potencial de mineração da Argentina e as oportunidades de desenvolvimento de projetos de ouro, prata e lítio, mas principalmente de cobre."Explicou Capello, referindo-se ao grande interesse que estima que as jazidas de cobre despertarão entre empresas e investidores chineses, país que demanda 60% desse mineral no mundo.

Para isso, serão apresentados os detalhes “dos 10 projetos de cobre de classe mundial mais importantes do país, que requerem um capex (investimento inicial em equipamentos e instalações) de US$ 15.600 bilhões” para aproveitar os recursos estimados em 53 milhões de toneladas, explicou o responsável, lembrando que o último investimento em pórfiro de cobre data de 1995, com a abertura da mina Bajo la Alumbrera.

Numa altura em que a mina de Catamarca já iniciou o seu processo de encerramento, o governo nacional, através da Secretaria de Mineração, procura desenvolver uma Dez projetos Entre os quais se destacam os Azules na província de são João, com uma necessidade de investimento de US$ 3.920 bilhões; Taca Taca em Salta com US$ 3.055 bilhões; e Pachon em são João com outros US$ 3.000 bilhões.

A lista de projetos em estágios avançados de exploração e viabilidade é complementada pela de Água Rica em Catamarca com uma necessidade de investimento de US$ 2.216 milhões; Altar em San Juan com US$ 1.500 bilhão; Josemaria em San Juan com US$ 1.540 bilhão; e as de San Jorge, no norte de Mendoza; O Limite do Sol em San Juan; Sino Mahuida em Neuquén; e Rio Grande em Salta.

Juntos, esses dez projetos identificados representam reservas de 53 milhões de toneladas de cobre, 34 milhões de onças de ouro, 598 milhões de onças de prata e 960.000 toneladas de molibdênio.

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