A Argentina registrou um superávit comercial de 400 milhões de dólares em março passado, o que representou uma contração interanual de 65%, informou o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) nesta quinta-feira (23.04.2021/XNUMX/XNUMX).
Segundo dados oficiais, o volume de comércio (exportações mais importações) aumentou 46,5% em relação ao ano anterior e atingiu um valor de 11.040 bilhões de dólares.
As Importações em março aumentaram 68,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior e ao As exportações cresceram 30,5%, o maior nível registrado desde novembro de 2019.
A balança comercial registou um US$ 400 milhões de superávitIsso é US$ 828 milhões menor do que no mesmo mês de 2020. “Em março, todas as magnitudes gerais (valor, quantidade e preço) de exportações e importações aumentaram”, disse o INDEC.
As importações aumentaram para US$ 2.166 bilhões, devido a um aumento de 64,2% nas quantidades e de 2,8% nos preços. Em termos ajustados sazonalmente e de ciclo de tendência, as importações cresceram 13,8% e 1,4%, em cada caso, em comparação a fevereiro de 2021.
“Todos os usos econômicos registraram variações positivas. Bens de capital (BK) subiram 80,5%; Bens intermediários (BI), 81,2%; combustíveis e lubrificantes (CyL) 28,3%; Peças e acessórios para bens de capital (PyA), 82,3%; bens de consumo (BC), 39,9%; e veículos automotores de passageiros (VA), 15,3%”, afirmou o relatório.
As exportações, por sua vez, renderam US$ 1.337 bilhão em relação ao mesmo mês de 2020, principalmente devido ao aumento de 13,9% nos preços e de 14,6% nas quantidades. Em termos dessazonalizados, as exportações de março aumentaram 0,6% e 2,8% em relação a fevereiro de 2021.
Quanto aos setores, todos apresentaram aumentos “exceto combustíveis e energia (CyE) que registrou leve queda de 0,7%”. O Exportações de produtos manufaturados de origem agrícola (MOA) aumentaram 63,7%, produtos primários (PP) 14,7% e manufaturas de origem industrial (MOI) 15,2%”, detalhou o Indec.

Destino
Os principais destinos do exportações Os argentinos foram em março Brasil, China, Vietnã, Estados Unidos, Chile, Índia, Holanda, Malásia, Espanha e Peru, nessa ordem, que juntos responderam por 53,9% das vendas externas.
Por sua vez, os dez principais países de origem do importações foram os seguintes: Brasil, China, Paraguai, Estados Unidos, Alemanha, Vietnã, Tailândia, México, Itália e Bolívia, e representaram 74% do total de compras estrangeiras.
A Argentina está em recessão pelo terceiro ano e enfrenta um grande déficit nas contas públicas, o que significa que precisa, entre outros fatores, aumentar suas receitas em moeda estrangeira por meio do aumento das exportações.
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