A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) anunciou que implementará uma avaliação do comércio eletrônico no Peru. Este país é o primeiro beneficiário deste tipo de programa na América Latina e no Caribe, que contribuirá para a recuperação económica em resposta à crise gerado pela pandemia da Covid-19”, segundo fontes oficiais.
Também ajudará o Peru a mobilizar apoio e fortalecer o diálogo público-privado, bem como a coordenação interministerial para o comércio eletrônico, acrescenta o comunicado divulgado na segunda-feira (17).
“A transformação digital, sem dúvida, oferecerá oportunidades para o Peru avançar sua economia. Dada a natureza transversal do comércio eletrônico, a cooperação entre parceiros de desenvolvimento e países beneficiários é fundamental para uma implementação eficaz”, disse o comunicado. Secretária-Geral da UNCTAD, Rebeca Grynspan.
O governo peruano está comprometido em impulsionar a economia digital, o comércio eletrônico, o empreendedorismo digital e a inovação, especialmente para beneficiar pequenas e médias empresas (PMEs), acrescentou Marushka Chocobar, Secretária de Governo e Transformação Digital do Peru. "Esta avaliação é particularmente relevante para identificar as necessidades dos governos regionais e locais e promover o avanço da economia digital no Peru", disse ele.
Para tanto, foram realizadas consultas com diversas partes interessadas de 4 a 6 de outubro de 2022, na capital peruana, Lima, para mapear oportunidades, desafios e soluções políticas.
promoção
A UNCTAD relatou a promoção de partes interessadas, como a Comissão das Nações Unidas para o Direito Comercial Internacional (UNCITRAL) e a Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e o Caribe (CEPAL) juntou-se às consultas, bem como Pierangela Sierra, Defensora de eTrade para Mulheres da UNCTAD para a América Latina e o Caribe.
Esta avaliação é também a primeira do género a receber apoio de um parceiro doador como a Suíça.
E-commerce florescente
Vale destacar que o Peru registra uma das maiores taxas de crescimento do comércio eletrônico na América Latina e no Caribe, impulsionado pela pandemia da COVID-19. Segundo a UNCAD, as vendas online no país atingiram USD 9.300 bilhões em 2021, 35% a mais que em 2020, com base em dados da Câmara Peruana de Comércio Eletrônico.
Com o crescimento dos pagamentos digitais, o mercado de comércio eletrônico do Peru deve atingir US$ 14 bilhões até o final de 2022, estima a Administração de Comércio Internacional dos EUA.
Sete soluções políticas
Embora o Peru deva desenvolver uma estratégia nacional de comércio eletrônico, atores governamentais, empresas e parceiros internacionais se concentraram em sete soluções políticas:
-Infraestrutura e serviços de TIC: É crucial adaptar a estrutura regulatória e trabalhar com os governos locais para mobilizar investimentos privados para expandir a cobertura da Internet em áreas rurais e remotas.
-Quadros legais e regulamentares mais fortes:É essencial envolver todas as partes interessadas relevantes do ecossistema de comércio eletrônico nos processos de design e reforma.
-Logística de comércio eletrônico: É necessário melhorar a infraestrutura rodoviária, adaptar a capacidade aeroportuária e fornecer mais recursos para ajudar os operadores postais a modernizar suas operações por meio da transformação digital.
-Facilitação do comércio: É importante continuar implementando procedimentos comerciais transfronteiriços sem papel e adaptar e otimizar os sistemas de TI alfandegários.
-Promover o pagamento eletrônico: Estão sendo feitos esforços para alcançar maior interoperabilidade entre diferentes soluções, bem como para incorporar novos participantes e soluções inovadoras, o que poderia reduzir os custos de transação e aumentar a inclusão financeira.
-Falta de competências digitais: Será essencial aumentar o apoio à transformação digital das PMEs para alcançar maior escalabilidade e empreendedorismo digital no Peru.
Cabe destacar que o Peru criou, no âmbito da avaliação internacional do comércio eletrônico, um comitê técnico nacional para o comércio eletrônico, composto pelos atores nacionais mais relevantes, a fim de melhorar a coordenação.
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