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Sindicato aduaneiro confirma greve a partir de 25 de junho e dias seguintes

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O Sindicato Único do Pessoal Aduaneiro da República Argentina (SUPARA) comunicou nesta segunda-feira (18.6.2018) a decisão de realizar medidas de força nos próximos dias, segundo o Comunicado:

SUPARA

A Administração Federal expressou claramente a política que pretende implementar em relação aos salários dos trabalhadores alfandegários e está implementando um plano de ajuste que inclui a exclusão de negociações salariais, a redução substancial do fundo hierárquico, a redução de horas, serviços extraordinários e taxas que podem afetar os interesses e custos das empresas privadas.

Enquanto todos os sindicatos dos setores público e privado estão legitimamente exigindo um aumento em seus salários, a AFIP está absurda e inaceitavelmente tentando nos excluir de qualquer aumento salarial até junho de 2019.

Mas não satisfeitos com essa arbitrariedade, eles também querem reduzir em 30% a alíquota de apropriação do fundo hierárquico, diminuindo-a dos atuais 0.72% para 0.55%, porque sustentam que "é preciso economizar parte da receita" para destine-a a melhorias de edificações, infraestrutura, conectividade, parques de informática, etc. Tudo isso se baseia no que eles chamam de “costumes em condições deploráveis”.

A verdadeira novidade em tudo isso é que estamos tentando resolver isso com nossos salários. Ou seja, o custo dessas melhorias será suportado pelos agentes aduaneiros.

 ATÉ ONDE ELES ESPERAM QUE FAÇAMOS O ESFORÇO?

Nossa jornada de trabalho é de 8 horas diárias, de acordo com o disposto em nossa Convenção Coletiva de Trabalho. Entretanto, a Administração Federal da Receita Pública estabelece um horário de funcionamento de 12 horas para a Alfândega do Sindicato Único do Pessoal Aduaneiro da República Argentina para atender ao Comércio Exterior. Portanto, são 4 horas por dia em que novamente a Alfândega - com o esforço dos seus trabalhadores - subsidia parte dos custos ao Setor Privado.

 A isto se soma a redução contínua do nosso quadro de pessoal efetivo - devido a aposentadorias que nunca são repostas - causando uma sobrecarga de trabalho, um perigoso enfraquecimento de controles e uma demanda excessiva de tarefas com os riscos ocupacionais que isso implica. Enquanto as políticas da Agência e do Estado Nacional tendem apenas a favorecer os interesses do mercado e os interesses privados, isentando-os de qualquer responsabilidade diante desta crítica situação nacional, nós, trabalhadores, continuamos contribuindo com nossos esforços diários.

A alta inflação e a desvalorização já tiveram um impacto direto na renda dos trabalhadores. As previsões econômicas mais favoráveis ​​já apontam para uma inflação em torno de 30% para este ano. O Governo Nacional não pode esperar que o déficit fiscal seja sustentado pelos nossos salários e que estes sejam usados ​​como variável de ajuste de uma política econômica que permitiu a entrada de capital especulativo e que levou nosso país a ser o maior devedor do mundo nos últimos 2 anos. 12% do orçamento nacional são inteiramente destinados ao pagamento de juros da dívida. Esperar que esse festival seja pago pela renda dos trabalhadores é uma utopia absurda. Não seremos os patos no casamento.

Nós, agentes aduaneiros, já fizemos muito esforço com:

  – a retirada de 0.03% do coeficiente do fundo hierárquico (em fase judicial),

  – o congelamento da planta permanente,

  – a redução das horas destinadas ao controlo nas zonas fronteiriças,

  – a falta de investimento em recursos de todos os tipos,

  – as precárias condições de construção em que realizam as tarefas de controlo,

  – a exclusão dos benefícios derivados da “anistia fiscal” e a acentuada assimetria salarial.

  Com a força e o apoio dos trabalhadores, não permitiremos que nossa renda continue sendo explorada, nem permitiremos que os direitos que todos nós conquistamos ao longo de anos de luta sejam pisoteados.

OS TRABALHADORES NÃO SÃO PARTE DO PROBLEMA, NÓS SOMOS PARTE DA SOLUÇÃO

PORTANTO, O PLENÁRIO NACIONAL DE DELEGADOS RESOLVE:

 Junte-se à greve nacional convocada pela CGT em 25 de junho.

 Realizar uma Greve Nacional com presença no local de trabalho A PARTIR DAS 00:00 HORAS. ATÉ 24 HORAS. A PARTIR DE QUINTA-FEIRA, DIA 28, não será permitida a prestação de serviços extraordinários nem de horas extras sob qualquer modalidade, fora do horário de trabalho.

 Realizar uma Greve Nacional sem presença no local de trabalho A PARTIR DAS 00:00 HORAS. ATÉ ÀS 24:00 HORAS. A PARTIR DE SEXTA-FEIRA, 29 DE JUNHO, não será permitida a prestação de serviços extraordinários nem de horas extras sob qualquer modalidade, fora do horário de trabalho.

  Realizar uma Greve Nacional sem presença no local de trabalho DAS 00:00 HORAS DE QUINTA-FEIRA, 5 DE JULHO, ATÉ ÀS 24:00 HORAS. A PARTIR DE SEXTA-FEIRA, 6 DE JULHO, INCLUSIVE, não haverá prestação de serviços extraordinários nem de horas extras sob qualquer modalidade em horário não laboral.

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