A Rússia recorreu hoje à Organização Mundial do Comércio (OMC), como a China e a União Europeia já fizeram, sobre as tarifas dos EUA sobre aço e alumínio.
A Rússia, grande exportadora de aço e alumínio, recorreu à mesma tática da UE na quinta-feira (19.4.2018), citando o Acordo de Salvaguardas da OMC, embora Washington não tenha definido as medidas como medidas de salvaguarda.
O governo do presidente Donald Trump disse que as tarifas sobre alumínio e aço eram necessárias por razões de segurança nacional e, portanto, permitidas pela lei de comércio internacional.
"Embora os Estados Unidos tenham dito que as medidas em questão foram tomadas para lidar com a ameaça representada à segurança nacional dos EUA pelas importações de aço e alumínio, elas são essencialmente medidas de salvaguarda.", segundo o documento enviado pela missão russa à OMC, sediada em Genebra.
As regras da OMC permitem medidas de salvaguarda se o país que as impõe puder demonstrar que sua indústria nacional está ameaçada por importações.
"A Federação Russa é um membro da OMC com interesse substancial como exportadora de produtos sujeitos a medidas de salvaguarda."ele acrescentou. O documento da missão russa pede "consultas" com autoridades dos EUA sobre esta questão.
O pedido de consultas é o primeiro passo para uma ação mais ampla na OMC.
Ao contrário da Rússia e dos Estados Unidos, CA China contestou as tarifas dos EUA através do Órgão de Solução de Controvérsias, outro mecanismo pelo qual os 164 membros da organização abordam discussões comerciais.
Trump provocou temores de uma guerra comercial em março passado, quando impôs tarifas progressivas sobre aço e alumínio, visando principalmente a China, mas também países da UE.
A UE, que estava isenta dessas tarifas adicionais até 1º de maio, recorreu à OMC na segunda-feira para solicitar consultas com os Estados Unidos sob o Acordo de Salvaguardas.
Fonte: Reuters
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