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Alfândega descobre mais modelos vazios que simulavam placas de vídeo na Terra do Fogo

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A Alfândega de Ushuaia detectou um novo lote de 200 placas de vídeo que chegaram ao Entreposto Aduaneiro com a aparente intenção de serem lançadas no mercado, desta vez faturadas a uma empresa sediada naquela cidade dedicada à venda de materiais elétricos e iluminação.

Os Agentes Aduaneiros, alertados pela recente denúncia apresentada ao Tribunal Federal de Río Grande, confirmaram a chegada de placas de vídeo falsas, faturadas pelo mesmo vendedor domiciliado nos Estados Unidos, da mesma marca e preço das detectadas em Río Grande e que na realidade eram simples modelos destinados a realizar manobras fraudulentas para transferir indevidamente moeda estrangeira para o exterior e que se tivessem obtido sucesso em seu objetivo teriam causado uma perda de USD 356.000,00. A manobra foi frustrada pelos Agentes Aduaneiros, procedendo ao bloqueio do título de transporte e à ampliação da denúncia devidamente apresentada.

A empresa importadora simulou operações com uma empresa com ligações aparentes e sediada nos EUA para introduzir “lixo tecnológico” al Zona Aduaneira Especial, fingindo que se tratava de equipamento informático, quando na realidade se tratava apenas de “caixas vazias”, numa manobra idêntica à noticiada há poucos dias, nessa ocasião por um valor de quase 1.500.000 USD, muito superior ao valor do que foi efetivamente importado, que rondava os 30.000 USD.

Dessa forma, a organização mais uma vez evitou a saída indevida de dólares, já que se tratava de uma nova simulação que visava obter dólares baratos para depois transferi-los para o exterior ou se beneficiar do chamado "loop financeiro", em uma manobra claramente especulativa e ilícita.

Participaram como equipe a Alfândega de Ushuaia, a Direção Regional de Alfândegas da Patagônia e a Divisão Regional de Investigações. Esta Divisão esteve especificamente envolvida na investigação quando foi observado que o logotipo na embalagem continha uma legenda de uma empresa que não é declarada como intermediária em nenhum documento e aparentemente está sediada no Panamá.

Esta é uma empresa que oferece pela Internet placas de vídeo da marca HYPERFORCE, que é justamente a marca das placas em questão, entre outras marcas; Ao analisar o domínio desse site, surgem os dados de uma pessoa que seria presidente da empresa KMG Fueguina SA.

Com base no exposto e se isso for corroborado por via judicial, poder-se-ia afirmar que, além da simulação já relatada, não haveria transação comercial configurada como tal, pois estaríamos diante de pessoas que se vendem pelo estratagema adicional de criar empresas fantasmas em outras latitudes onde sua incorporação não lhes seja difícil e que se organizam unicamente para cometer esse tipo de delito.

Continuamos prevenindo e denunciando o gasto indevido de moeda estrangeira por meio desse tipo de atividade criminosa, que é tão prejudicial à economia do país e prejudica todos os argentinos.

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