InícioComércioAlfândega identifica empresas de grãos com exportações irregulares

Alfândega identifica empresas de grãos com exportações irregulares

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A Direção Geral das Alfândegas e Impostos (DGI) analisou as exportações de Mais de 100 empresas criadas nos anos 2020/2021 e detectou novos exportadores de milho quebrado, soja desativada e óleos misturados, caracterizados pelo aumento exponencial dos valores exportados. 

Especificamente, chamou-se a atenção para a relação desproporcional entre as exportações e a capacidade econômica e financeira das empresas, que estas demonstraram. pontos comuns:

  1. Todos eles apresentam um padrão financeiro semelhante, registrando um aumento exponencial em seus volumes de exportação em um tempo muito curto.
  2. A posição mais utilizada é Milho Quebrado (PA 1104.2300.0000), caracterizada por estar fora do sistema oficial de preços.
  3. Nenhuma das operadoras analisadas tem capacidade financeira ou operacional para igualar os volumes exportados.
  4. Em todos os casos, os procedimentos aduaneiros são de responsabilidade de uma única empresa de despachantes aduaneiros.
  5. Uma alta porcentagem de destinos são registrados no mesmo posto aduaneiro, Campana, repetindo o circuito de exportação em quase todos os casos.
  6. O montante de moeda estrangeira liquidado é sistematicamente muito baixo em relação aos montantes exportados.
  7. Em alguns casos, é verificada a existência de vínculo entre compradores estrangeiros e exportadores.
  8. Após a análise da AFIP-DGI, muitas das empresas analisadas estão incluídas na Base de Dados de Empresas Apócrifas (base de dados APOC), sob a classificação de fábricas de crédito sem solvência.

Nesse quadro, A Alfândega-AFIP apresentou uma denúncia que está sendo investigada pelo Juiz Federal de Campana, Adrián González Charvay, que ordenou mais de oitenta incursões simultâneas em todo o país, onde foram apreendidos celulares, computadores, discos rígidos, documentação e duas armas de fogo (uma delas sem a documentação pertinente). A Polícia Federal, por sua vez, colaborou nas operações e também atuou na investigação.

Os dólares não foram inseridos no Banco Central

A manobra é evidente: cerca de 15 empresas truta Dos US$ 51 milhões em exportações — cujo prazo de liquidação já expirou —, apenas US$ 3 milhões entraram no país. 94% do que foi exportado não foi contabilizado no Banco Central.

“A Alfândega é responsável por garantir que todos os exportadores operem em igualdade de condições, evitando operações irregulares que afetem as reservas do Banco Central. "Os dólares são para a produção e o trabalho argentinos, não para especulação financeira", disse o diretor-geral da Alfândega, Guillermo Michel.

Outras ações

Em relação às mais de 40 empresas suspeitas, a DGI procedeu à suspensão do seu CUIT, enquanto a Alfândega emitiu um relatório de operação suspeita de lavagem de dinheiro antes da UIF.

O caso criminal

O Tribunal Federal de Campana investiga a possível existência de associação ilícita prevista no art. 210 do Código Penal, e/ou crimes tipificados no Regime Penal Tributário (Lei 27.430) e/ou no Regime Penal Cambial (Lei 19.359 – Decreto TO 1995 nº 480/ 1995) ) e a prática de branqueamento de capitais (art. 303.º, n.º 1, do Código Penal). 

Investigações preliminares demonstraram que as empresas exportadoras não têm solvência para realizar operações de comércio exterior, o que demonstra que por trás de toda a estrutura formal há um ou mais exportadores ocultos, cuja identidade não foi revelada pelo aparente exportador.

Existem elementos de convicção suficientes para sustentar que o verdadeiro exportador —ou seja, o verdadeiro dono da mercadoria— teria sido substituído por empresas fictícias ou tela. Essa substituição, evidenciada pelos dados objetivos obtidos – incapacidade econômica para a realização das operações – constitui uma ação tendente a impedir ou, pelo menos, dificultar, por meios dissimulados, o adequado controle da Alfândega sobre o tráfego internacional de mercadorias.

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