O XVII Encontro Mundial de Direito Aduaneiro, realizado no Porto, Portugal, prosseguiu com seu segundo dia, focado em debates estratégicos. sexta-feira, 5 de setembro de 2025Os especialistas abordaram dois temas: 'Programas e legislação: segurança aduaneira' e 'Harmonização e integração: instabilidade geopolítica e comercial'.
Aqueles que ainda não leram o primeira parte publicada em Aduana News Você pode consultá-lo para saber sobre a abertura da reunião e o marco inicial dos debates.
Abaixo estão os principais acontecimentos e apresentações que marcaram o dia.
Programas e Legislação: Segurança Aduaneira
O Brasil teve papel de destaque no 17º Encontro Mundial de Direito Aduaneiro. O dia começou com uma conferência sobre Fabiano Coelho, Subsecretário de Administração Aduaneira da Receita Federal do Brasil, que falou sobre “Riscos para a segurança, a proteção dos cidadãos e o comércio internacional legítimo”Sua intervenção deu o tom do debate, destacando a necessidade de equilibrar os controles alfandegários com a facilitação do comércio.
O responsável lembrou que a Alfândega tem um papel essencial de controlo, mas que deve incluir também uma componente de facilitação, "para o qual caminhamos na busca de boas práticas”. A este respeito, observou que, embora a regra remonte a 1960, “Em dez anos, conquistou-se mais do que em um século, o que demonstra uma clara evolução do direito aduaneiro no Brasil.Ele valorizou o fórum como uma oportunidade para promover um maior diálogo nesta fase.
O Sr. Coelho enfatizou a importância de abordar os desafios nas fronteiras e mencionou que medidas de controle de exportação estão sendo tomadas atualmente, algo que antes era incomum, impulsionado pelos riscos crescentes. “Isso marca uma transformação cultural necessária no Brasil, pois, embora sejamos uma organização centenária e com muitas fortalezas, também carregamos práticas que exigem modificações."Ele refletiu.
Neste contexto, ele sublinhou que “Devemos evoluir para a Inteligência Artificial e as exigências atuais", destacando os avanços alcançados no controlo remoto, embora tenha esclarecido que"o controle deve ser combinado”. Ele também alertou que “A inteligência de processos é essencial para o combate às infrações"e enfatizou a importância de investir em capacitação e agregar profissionais a essa nova filosofia.
Por fim, ele destacou as medidas do seu país alinhadas ao comércio exterior, como o Programa do Operador Econômico Autorizado, o Programa de Embarque Conforme, as Iniciativas de Trânsito Aduaneiro, o Módulo Local, as Conferências Presenciais Remotas, o Portal Único de Comércio Exterior e o Siscomex 3.0.
Sobre a Alfândega brasileira, Coelho destacou que, apesar de ter um quadro reduzido de funcionários, “é extremamente qualificado“e possui alto grau de integração com a administração tributária por meio de sistemas como Edbv (gestão de dados aduaneiros), Sped (Sistema Público de Escrita Digital), Roc da RTC (registro de operações comerciais para controle tributário) e Sivana (plataforma de integração para gestão de riscos e controle de operações).Nossa gestão de riscos depende muito da análise de dados.”, explicou, citando informações de notas fiscais, transporte, pedágios, operações de importação e sigilo fiscal, entre outros, como diferencial da operação. Concluiu enfatizando que “Investir em aprendizagem e formação é essencial para consolidar as mudanças e aceitar esses desafios.”.
Neste contexto, o Dr. Rosaldo Tervisan, Conselheiro no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Brasil, atuou como moderador e destacou a importância do MERCOSUL no âmbito do comércio internacional. Ele destacou a necessidade de um acordo com a União Europeia, enfatizando que essa visão também deve ser compartilhada pelos parceiros europeus, pois representa uma alternativa estratégica. Ele também enfatizou a necessidade crucial de concluir a atualização do Código Aduaneiro do MERCOSUL.
◾Painel: Cadeias de Suprimentos Seguras e a Evolução da OEA para o Trust and Check Trader
Também do Brasil, Fernando Pieri Leonardo, presidente da Associação Brasileira de Estudos Aduaneiros (ABEAD), abriu o painel seguinte destacando a importância do Operador Econômico Autorizado (OEA) e a transição da Alfândega de uma função tradicionalmente arrecadadora para uma função voltada para a segurança do comércio internacional. Destacou que a gestão de riscos é essencial para um controle mais eficiente e lembrou que, embora atualmente existam 18.000 empresas qualificadas, o número ainda é insuficiente.Saber o que precisa ser controlado é o maior desafio. Estamos deixando de controlar o que é legal e focando no que requer supervisão., disse Pieri, antecipando a reforma da Lei Aduaneira até 2040.
Com este início, o painel deu continuidade à experiência do União Europeia, Apresentado por Anna Jerzewska, Diretora Comercial da Global Customs, DSVA especialista enfatizou que o Operador Econômico Autorizado (OEA), como órgão de confiança e supervisão, é essencial. "Em um futuro próximo, trabalharemos nessa questão, e a comunicação entre os setores público e privado será crucial", observou.
Ele destacou a necessidade de atualizar o Código Aduaneiro da UE para criar uma nova versão do AEO, focada na gestão de dados e em novos sistemas de informação. “A confiança e o controlo andam de mãos dadas e devem ser trabalhados com dados online", destacou Jerzewska, referindo-se ao esquema Confie e verifique (AEO S, AEO C, AEO F S+C), que exige a disponibilização de todos os dados sobre a movimentação de mercadorias, incluindo transporte e logística, às autoridades aduaneiras em tempo real, além de permitir benefícios como autoavaliação, autoliberação e pagamento diferido.
A Sra. Jerzewska também alertou sobre os desafios para as PMEs: Muitos não se tornarão operadores de T&C e não se beneficiarão das facilidades atuais ao usar intermediários. Os formuladores de políticas precisam permitir que as facilidades de T&C sejam estendidas diretamente a operadores que não sejam de T&C.
Concluiu salientando que “O projeto de lei ainda não está definido. Faltam detalhes sobre benefícios, formato e aplicação em cada estado. Ainda há dúvidas enquanto aguardamos a versão final.
Ao mesmo tempo, Gabriela Sousa, Chefe de Alfândega para Portugal e Espanha na Siemens Energy, introduziu a perspectiva privada, destacando que "As empresas são embaixadoras na Alfândega, então a visão delas é fundamental na revisão dessas mudanças."Ele observou que muitas empresas não possuem o conhecimento ou a capacidade econômica de grandes corporações, por isso requerem atenção especial. Ele acrescentou que "Não basta estudar a legislação, é fundamental entender a logística e o funcionamento real, que revelam uma realidade diferente..
A Sra. Sousa explicou que a reforma do OEA se baseia em três pilares: 1) uma nova parceria com os operadores econômicos; 2) controles aduaneiros mais inteligentes; e 3) comércio eletrônico modernizado. No entanto, ela enfatizou que a decisão de obter a certificação OEA continua sendo uma avaliação voluntária e de custo-benefício para as empresas. Ela observou que os benefícios da facilitação do comércio internacional e da simplificação aduaneira nem sempre são percebidos pelas pequenas e médias empresas, e que a perda de competitividade pode ser um fator significativo para aquelas que optam por não obter a certificação.
Ele também destacou que os critérios para qualificação como Operador confiável e controlado Isso inclui TI/sistemas e interfaces, procedimentos internos de controle aduaneiro e recursos humanos qualificados, visto que o status de OEA por si só não garante o cumprimento dos requisitos adicionais. Entre os desafios identificados estavam: impactos sobre operadores não abrangidos pelos Termos e Condições, competitividade internacional, troca de dados em tempo real, requisitos de investimento e responsabilidades diretas. As vantagens, no entanto, incluem desembaraço centralizado, simplificações aduaneiras aprimoradas, autorização independente para a saída de mercadorias e benefícios competitivos, tanto comerciais quanto financeiros.

◾Mesa redonda das autoridades aduaneiras: O Controlo Aduaneiro na concepção e implementação de perfis de risco de segurança e na prevenção de crimes aduaneiros
Após o painel privado, as autoridades aduaneiras de Panamá, Espanha e Portugal Eles também deram sua opinião, contribuindo com sua experiência para fortalecer a segurança e a eficiência no comércio internacional. Em detalhes.
Soraya Valdivieso, Diretora Geral da Autoridade Nacional Aduaneira do PanamáEle refletiu sobre a situação atual, observando que "é hora de passar do papel à ação", enfatizando que o papel da Alfândega "está focado na arrecadação, facilitação e segurança". Detalhou os progressos alcançados no Panamá e enfatizou que "o canal é nosso", esclarecendo que 80% das operações aduaneiras são de trânsito, e não de importação ou exportação.
Em relação às contribuições da Alfândega do Panamá, ele mencionou: "Perfis de Risco Inteligentes", para analisar dados, rotas e padrões; "Controle Seletivo e Tecnológico", por meio de scanners e alertas automáticos; "Prevenção Ativa do Crime", por meio de cooperação nacional e internacional; e "Inteligência e Contrainteligência", para prevenir o contrabando e aumentar os controles de segurança. Entre os projetos notáveis, ele mencionou: Projeto de Integração Logística Aduaneira (PILA) e ele "Escudo Invisível", um centro de controle, monitoramento e videovigilância que integra scanners e câmeras. Ele também destacou a integração da fronteira com a Costa Rica, permitindo a triagem prévia e a otimização dos fluxos comerciais.
María Ángeles Marín Ramírez, Diretora Geral Adjunta de Inspeção e Investigação do Departamento de Alfândegas e Impostos Especiais de Consumo da Espanha, indicou que “o controle aduaneiro é multidisciplinar; antes, tratava-se de arrecadação de impostos, agora protege os interesses financeiros, o comércio legal, a segurança humana e o meio ambiente”. Ele destacou os desafios contemporâneos: a pandemia de COVID-19, o Brexit, os conflitos na Ucrânia, Israel e Gaza, o aumento do tráfico de cocaína para a UE, as políticas tarifárias dos EUA e o comércio eletrônico. Ele enfatizou que “o desafio é simplificar a regulamentação aduaneira e organizar a troca de dados, permitindo sua proteção” e que “o uso de Inteligência Artificial deve ser supervisionado por humanos”, embora relatórios baseados em IA já estejam disponíveis.
Ana Cristina Trovão, Diretora-Adjunta da Área de Gestão Aduaneira da Autoridade Tributária e AduaneiraEle refletiu sobre os efeitos do comércio eletrônico e a dificuldade de controlar um alto volume de remessas. Observou que "maior integração e confiança são necessárias, e cada operador deve assumir a responsabilidade de proteger os cidadãos". Explicou que milhões de pequenas remessas escapam ao controle e que a UE está considerando impor taxas para limitar as compras, embora sua aplicação não seja uniforme. Enfatizou também que "o produto poderia ter um passaporte que certificasse sua conformidade e vinculação a um programa de declaração" e alertou que "a guerra tarifária pode gerar subfaturamento e manipulação de origem", comportamentos que exigem controle efetivo.

Harmonização e integração: instabilidade geopolítica e comercial
A tarde continuou com uma sessão interativa intitulado “Aumentos de tarifas, direitos antidumping, sanções e controles de exportação são fatores em guerras comerciais.”, no qual os participantes analisaram os desafios globais do comércio internacional.
Destacou a intervenção do Dr. Hans-Michael Wolffgang, Professor e Diretor do Instituto de Direito Aduaneiro e Comercial Internacional da Universidade de Münster, Alemanha, que, em seu papel de moderador, apresentou brilhantemente o tema, ressaltando que as ações recentes dos Estados Unidos e as regras tradicionais da Organização Mundial do Comércio não parecem se adequar às realidades atuais.
Profissionais de comércio exterior também tiveram seu espaço. Alejandro Ramos Gil, ex-presidente da ASAPRA, CAAAREM e IIFA, Monterrey, México, analisou o contexto global diante dos embates tarifários. Ramos Gil alertou que “O tópico é muito volátil e o que é apresentado pode mudar.”, ressaltando que essas disputas geram insegurança jurídica no mercado.
O especialista realizou uma análise detalhada dos efeitos das medidas derivadas de decisões presidenciais dos EUA, examinando inicialmente a Constituição e os poderes do Congresso, bem como a jurisprudência e o histórico de possíveis inconstitucionalidades. Ele destacou a recente decisão do Tribunal de Nova York, afirmando que "Elefantes não podem ser acomodados em ratoeiras", e observou que agora resta saber se o caso chegará à Suprema Corte.
Sobre os objetivos dessa "guerra tarifária", Ramos Gil afirmou que ela busca corrigir o regime fiscal por meio do aumento da arrecadação tarifária, embora questione sua razoabilidade, dados os déficits comerciais dos EUA com países como China, México, Vietnã e Canadá. Ele observou que a medida poderia gerar inflação e levar a mudanças logísticas significativas, deslocando a produção de certos produtos para fora da China, um processo demorado e custoso.
Ao mesmo tempo, Manuel Fontaine, Diretor da Faculdade de Direito do Porto da Universidade Católica Portuguesa, Ele estimou que esta guerra comercial, que começou em abril de 2025, teria consequências para a OMC. Ele observou: O limite estabelecido pelo GATT está sendo violado; um exemplo disso é o Artigo 1, sobre o princípio da nação mais favorecida, um dos princípios mais importantes. Essa regra está sendo violada. Consequentemente, eles poderiam solicitar um painel de consulta, e de fato, seis já foram apresentados, incluindo os da China e do Brasil. Além disso, questões de segurança nacional não estão sujeitas a revisão sem a necessidade de demonstração dos motivos. Felizmente, existem precedentes na OMC em que esse argumento foi rejeitado, com base na exigência de que o motivo pelo qual a segurança está sendo afetada seja demonstrado.Ele citou vários casos, incluindo a decisão dos EUA de 2022 sobre produtos de aço e alumínio, explicando que as medidas americanas não foram "tomadas em tempo de guerra ou outra emergência nas relações internacionais". No entanto, ele observou que um recurso impede que o relatório se torne vinculativo, portanto, mesmo que sejam ilegais, as decisões são afetadas por consequências processuais. "A OMC não está reagindo. Ela não quer se posicionar, talvez porque os EUA sejam um de seus principais membros, e provavelmente está esperando a tempestade passar; em última análise, esta é uma questão temporária.""Ele terminou.
◾Comentários do Dr. Ricardo X Basaldúa sobre o MERCOSUL e a segurança
E nesse espaço de diálogo, o Dr. Ricardo X. Basaldúa, ex-presidente do Tribunal Nacional Argentino e membro fundador da Academia Internacional de Direito Aduaneiro, presente no Porto, pediu a palavra para destacar considerações importantes sobre a incerteza global em relação a tarifas e segurança. Ele observou que "Os EUA visam a segurança, enquanto a China busca ganhar terreno""e alertou que medidas contra o Brasil poderiam empurrá-lo em direção à China. Ele ressaltou que "O Brasil deve se afirmar no MERCOSULR ”, um espaço de paz vinculado à segurança regional. Com a clareza que lhe é característica, concluiu enfatizando que "ampliar os espaços de diálogo é essencial, pois tentar resolver tudo apenas por meio de regras é insuficiente em um mundo sem consenso jurídico". Nesse contexto, alertou para a paralisia da OMC e apontou a busca pela arbitragem como alternativa em desenvolvimento.
Formação Profissional Aduaneira
Após interessantes discussões sobre o cenário geopolítico, e com o objetivo de fortalecer a eficiência, a eficácia e a integridade das alfândegas em todo o mundo, a ICLA incluiu em sua programação uma sessão dedicada à formação profissional aduaneira. A apresentação foi feita por Karolyn Salcedo, ex-diretora de Desenvolvimento de Capacidades para as Américas e o Caribe na Organização Mundial das Alfândegas (OMA), que enfatizou que "O papel da Alfândega está em constante evolução e enfrenta desafios; alguns são de curta duração, enquanto outros geram mudanças profundas.«, citando como exemplo «"o comércio eletrônico e o valor comercial desta modalidade." Salcedo enfatizou que “Eficiência e segurança são objetivos que exigem formação e educação", e enfatizou que"O programa PICARD da OMA é de imensa importância, pois promove profissionalismo e pesquisa para dar suporte a estudos alfandegários. Por fim, ele observou que os desafios atuais incluem "Progresso tecnológico, crises globais, crime, proteção de dados, crimes cibernéticos, meio ambiente e igualdade de gênero., aspectos que "devem ser incorporados ao programa PICARD".
Este painel culminou com as palavras de Alejandro Arola, presidente da Fundação Aduaneira para a Difusão do Conhecimento e do Direito Aduaneiro, que destacou a pertinência de abordar o tema após os debates sobre os diversos desafios do setor e a necessidade de formação contínua.
Nesse mesmo quadro, a Dr. Rosaldo Trevisan Ele ofereceu um espaço voltado especificamente para o público técnico, no qual foram apresentados trabalhos sobre direito aduaneiro de diferentes países, contribuindo assim para a difusão e o intercâmbio de conhecimento especializado.

Cerimônia de encerramento
Assim, o XVII Encontro Mundial de Direito Aduaneiro, organizado pela Academia Internacional de Direito Aduaneiro (CIAD), concluiu-se novamente com um encerramento notável, reafirmando o sucesso e a liderança do encontro. A participação de delegações de 33 países e as palavras de gratidão do Dr. Andrés Rohde Ponce, Presidente do ICLA, e Dra. Cláudia Reis Duarte, Secretária de Estado dos Assuntos Fiscais de Portugal, Eles ressaltaram a importância deste encontro, repleto de ideias inovadoras que contribuirão para a modernização do setor aduaneiro e para o desenvolvimento econômico, social e político de nossas sociedades.
📍 A próxima edição já tem local confirmado: Rio de Janeiro, Brasil, será a sede do 18º Encontro Mundial sobre Direito Aduaneiro.

Por fim, cabe destacar a presença do Delegações argentina, brasileira e uruguaia. A delegação argentina , por exemplo, contou com a participação de Ricardo X. Basáldúa, Juan Cotter, Horacio Alais, Ricardo Torres Brizuela, Ana Gottifredi, Ana Sumchski, Francisco Menéndez, Harry Schuring, Guillermo F. Coronel, María José Etulain e Héctor Juárez, entre outros participantes de destaque.
A Delegação brasileira (esquerda) incluíram, além dos palestrantes citados, acadêmicos renomados como Raquel Segalla Reis, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo (SINDASP), e Elson Isayama. Também estiveram presentes José Carlos Raposo Barbosa, presidente da Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros (FEADUANEIROS). Por último, mas não menos importante, Laura Caffera, Raúl González Berro e Pedro Labandera, Representantes uruguaios (à direita) junto com vários outros profissionais renomados do setor aduaneiro e de comércio exterior da região.


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