Diante da necessidade de expor o problema multidimensional da pirataria, bem como os procedimentos necessários para alcançar melhores resultados no combate a esta prática que impacta negativamente em diversas áreas da esfera pública e privada, foi realizada na segunda-feira (13.12.2021) uma reunião .XNUMX) ) o webinar ““Estado da pirataria de conteúdos audiovisuais na Argentina”, organizado pelo Centro de Estudos de Telecomunicações da América Latina (cet.la).
No início da reunião, o SSecretário-Geral da Associação Interamericana de Empresas de Telecomunicações (ASIET), Marilene Mendez, divulgaram os principais resultados para o caso argentino do estudo “Dimensão e impacto da pirataria online de conteúdos audiovisuais na América Latina”, relatório que teve como objetivo observar as fontes de acesso e audiência da pirataria online de conteúdos audiovisuais e o impacto econômico da pirataria online de conteúdos audiovisuais sua distribuição ilegal em países como Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela, durante 2019 a 2020.
O relatório destacou que conteúdo ilegal pode ser facilmente encontrado na Internet. Pesquisas genéricas como “assistir filmes grátis” são uma grande porta de entrada para a pirataria. Assim, 47% dos resultados na primeira página do Google estavam relacionados à pirataria. Além disso, as principais fontes de acesso a conteúdo audiovisual de forma ilegal para usuários são: Motores de busca, marketplaces, redes sociais e lojas de aplicativos.
No caso de Argentina, os resultados da pesquisa levam, em um 45% dos casos, para sites que possuem links para conteúdo ilegal; 15% nos mercados e 29% nas redes sociais. Além disso, no que diz respeito a aplicações móveis, na Argentina atinge 473.000 downloads ilegais para um total de 1.803.956 downloads legais. Ou seja, um download ilegal para cada 3.8 legais.

Da mesma forma, a Argentina se destaca pelos locais de transmissões ao vivo São aqueles que proporcionalmente apresentam maior volume quando comparados aos resultados regionais. Por outro lado, há menos ofertas nos mercados em comparação aos outros países da região como um todo.
Quanto aos temas, eles apresentam uma distribuição semelhante aos da região, com séries, filmes e transmissões ao vivo gerando os resultados mais não oficiais; e o IPTV (o método usado para acessar seu pacote de televisão online) é a modalidade mais contaminada com pirataria.
Quanto à audiência de piratariaO relatório observa que esse fenômeno é transnacional na América Latina e é influenciado mais pela linguagem do que pela especificidade do país. Assim, observa-se que a Argentina tem 26 milhões de visitantes únicos por mês. Ou seja, as visitas ilegais foram 53% maiores que as legais, número acima da média regional.
O especialista ilustrou o cenários econômicos que geram pirataria nos países. Nesse contexto, ele explicou que as perdas no mercado legal de serviços de entrega de conteúdo audiovisual na Argentina são estimadas em até US$ 176 milhões anuais, enquanto os lucros provenientes do negócio ilícito no país são estimados em US$ 113 milhões por ano.
Além disso, no boas práticasMaryleana Méndez afirmou que “há exemplos regionais que foram desenvolvidos e que são relevantes devido ao trabalho conjunto entre o poder público e a indústria para combater a pirataria”. Ele mencionou a Operação 404 no Brasil (2019), as Ordens Administrativas de Bloqueio no Equador (2017) e no Peru (2018) e a Coalizão Coordenada para Crimes de Propriedade Intelectual (IPC3) da Europol na Europa (2016).
O fórum também contou com um painel composto pelo Gerente de Assuntos Penais, Delitos Tecnológicos, Antipirataria e Requisitos Judiciais da Telecom Argentina, Sergio Piris; Vice-presidente de Assuntos Externos e Regulatórios da DIRECTV Argentina, Francisco Barretto; a Coordenadora do Grupo de Redação da Recomendação da CITEL para ações de combate à pirataria de conteúdos e sinais de TV, María José Francos; o chefe da Unidade Especializada em Crimes Cibernéticos do Ministério Público da Argentina, Horacio Azzolin, e o Gerente do Programa de Proteção de Marca do Mercado Livre, Juan Cichero. Foi moderado pela Diretora da Agência de Notícias DPL, Paula Bertolini.
Todos os participantes concordaram que é necessário um esforço multidisciplinar e transversal para combater a pirataria, fortalecer as instituições responsáveis pela monitorização desta matéria, promover o esforço contínuo de acordos interinstitucionais para coordenar práticas ativas que impeçam a distribuição ilegal e desenvolver capacidades. conscientizar os cidadãos de que a pirataria de conteúdo audiovisual é crime. Ela causa enormes danos aos usuários e à indústria criativa e de entretenimento, impactando a criação de empregos, a arrecadação de impostos e o desenvolvimento da economia do país. (Documento “Dimensão e impacto da pirataria online de conteúdos audiovisuais na América Latina”)
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