O Serviço Nacional de Alfândegas do Chile formulou uma solicitação de modernizar sistemas de controle e locais de medição do porto de Iquique (norte) à gestão da empresa Iquique Terminal Internacional (ITI).
O pedido é feito "no contexto das detecções de contrabando de armas e outras atividades ilegais registradas de 2018 até o momento", diz o comunicado da Alfândega.
A este respeito, o Diretor Regional da Alfândega de Iquique, Cristian Molina Silva, destacou que são necessários tecnologia e espaços adequados para realizar um trabalho de fiscalização moderno e seguro em prol da comunidade logística e da cidade.
Ao mesmo tempo, Molina lembrou que eles são três incidentes associados ao confisco de armas e munições, ao qual se soma o incêndio nos armazéns de excedentes em 2018. “Em outubro de 2019 detectamos dois contêineres com munições, projéteis balísticos, pólvora, carregadores e até uma máquina para fabricar e calibrar projéteis. No dia 29 de julho deste ano, encontramos peças e equipamentos para montar 30 fuzis de assalto modelo AM-15 dentro de carros", acrescentou.
O gerente explicou que É urgente habilitar a tecnologia não invasiva através de portais, que permite o controle e registro -tanto de entrada quanto de saída- de caminhões e cargas. Ele citou como exemplo que em portos como Arica e Valparaíso existem portais de raio X, enquanto em Antofagasta e Mejillones há sistemas de leitura de patentes e contêineres.
A exigência da Alfândega foi anunciada durante reunião com executivos do Iquique Terminal Internacional. Também, por meio de documento oficial amparado pelo Decreto nº 1114 do Ministério da Fazenda, que estabelece as normas para autorização e concessão de entrepostos aduaneiros e armazenagem de mercadorias.
No evento, os executivos do ITI concordaram em apresentar um projeto para o local, que inclui iluminação, cercamento perimetral e vigilância remota. Além disso, há espaços para inspeção de contêineres e uma esplanada para operação do caminhão scanner da Alfândega.
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