InícioComércioDéficit comercial da Argentina é de US$ 938 milhões

Déficit comercial da Argentina é de US$ 938 milhões

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A Argentina apresentou uma balança comercial negativo US$ 938 milhões de dólares em abril de 2018, informou o Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) na quarta-feira (23.5.2018), um número bem acima do esperado pelos analistas.

Com o déficit comercial no quarto mês do ano, o comércio argentino já está em queda há 16 meses consecutivos.

Em abril, as exportações totalizaram US$ 5.164 bilhões e as importações atingiram US$ 6.102 bilhões.

importações

O valor do Importações em abril cresceram 22,7% em relação ao valor registrado no mesmo mês do ano anterior (1.127 bilhão de dólares). Os preços aumentaram 0,3% e as quantidades 22,4%.

As importações de bens de capital cresceram 8,0%, as de bens intermediários 27,9%, as de combustíveis e lubrificantes 19,3%, as peças e acessórios para bens de capital 27,3%, as de bens de consumo 23,8% e as de veículos automotores de passeio 34,6%. 

Os maiores aumentos nas importações foram em: veículos automotores, tratores e bicicletas (aumento de 282 milhões de dólares); sementes oleaginosas e frutas (aumento de US$ 181 milhões); Telefones, incluindo celulares (aumento de US$ 88 milhões); combustíveis minerais (aumento de 63 milhões de dólares); Peças para aparelhos de radiotelefonia, radiotelegrafia, radiodifusão e recepção de televisão (aumento de US$ 46 milhões); minerais metalíferos, escórias e cinzas (aumento de 42 milhões de dólares); plásticos e suas manufaturas (US$ 36 milhões).

exportações

Os maiores aumentos anuais nas exportações em abril de 2018 foram em: combustíveis minerais (aumento de US$ 162 milhões), principalmente óleos brutos de petróleo; veículos automotores, tratores e bicicletas (aumento de 125 milhões de dólares); pérolas, pedras preciosas, ouro (aumento de US$ 87 milhões), principalmente devido ao ouro; carne e miudezas comestíveis (aumento de US$ 58 milhões); cevada maltada e grãos (aumento de US$ 51 milhões combinados); resíduos e desperdícios da indústria alimentar (aumento de 29 milhões de dólares); peixes, crustáceos e moluscos (aumento de 28 milhões de dólares). 

As exportações mais importantes foram oleaginosas e frutas (queda de 233 milhões de dólares); Produtos químicos diversos (queda de US$ 34 milhões), principalmente devido às menores vendas de biodiesel; Gorduras e óleos animais e vegetais (queda de US$ 32 milhões), principalmente devido às menores exportações de óleo de soja bruto e óleo de amendoim bruto.

Efeito Soja

A soma das exportações líquidas (exportações menos importações) dos quatro principais produtos de exportação derivados do cultivo de soja (óleo de soja em bruto, mesmo degomado; biodiesel e suas misturas; farinha e pellets provenientes da extração do óleo de soja; e soja, excluídos para sementeira) registados em abril do ano passado em relação ao mesmo mês do ano anterior a uma queda de 455 milhões de dólares, equivalente a 55,1% do aumento do déficit comercial naquele período.

Parceiros de negócios

Em abril, nossos principais parceiros comerciais (considerando a soma das exportações e importações) foram Brasil, China e Estados Unidos, nessa ordem.

Exporta para Brasil atingiu 912 milhões de dólares e as importações daquele país 1.694 milhões de dólares. A balança comercial foi deficitária em 782 milhões de dólares. 

Exporta para China totalizaram 262 milhões de dólares e as importações 1.084 milhões de dólares. O défice comercial neste caso foi 822 milhões.

Exporta para Estados Unidos totalizaram 359 milhões de dólares e as importações daquele país atingiram 576 milhões de dólares. O déficit com os Estados Unidos em abril foi 217 milhões de dólares

Esses três países juntos absorveram 29,7% das exportações da Argentina e forneceram 55,0% de suas importações.

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