"Seria um acontecimento histórico ter, pela primeira vez, uma fronteira seca com a Argentina", disse o embaixador do Uruguai na Argentina, Héctor Lescano, sobre os estudos que permitirão a delimitação das ilhas Martín García e Timoteo Domínguez, no Rio da Prata. As comissões binacionais que administram os rios Uruguai e da Prata prestaram contas de suas ações em Buenos Aires nesta sexta-feira (21.06.2019/XNUMX/XNUMX)
O Palácio San Martín, em Buenos Aires, foi palco da reunião de prestação de contas entre a Comissão Administrativa do Prata (CARP) e a Comissão Administrativa do Rio Uruguai (CARU), em um dia destacado pelo embaixador uruguaio como “um evento de grande importância, que visa a integração fluvial”.
Foram apresentados os estudos técnicos e jurídicos que a CARP submeteu a ambos os governos, relacionados a questões legais na fronteira entre as duas ilhas.. Vários comitês também produziram documentos “com um nível muito alto de gestão e execução”, disse Lescano. “Seria um acontecimento histórico ter, pela primeira vez, uma fronteira seca com a Argentina”, ele afirmou.
O embaixador destacou que há possibilidade de investimentos públicos e privados que viabilizarão essa nova etapa. Ele lembrou, por exemplo, que quatro presidentes argentinos foram detidos na Ilha Martín García, território onde há um museu e uma floresta nativa. "Certamente se tornará um destino muito importante, dentro do marco das políticas de turismo que o país está comprometido", disse ele.
Os comitês administrativos também informaram sobre a melhoria da competitividade associada ao desenvolvimento produtivo, ambiental e social, bem como à gestão de portos e conexões. Lescano também se referiu à necessidade de aumentar a conectividade entre as cidades de Tigre (Argentina) e Carmelo (Uruguai).
Em relação às obras no Rio Uruguai e à dragagem do canal Martín García, no Rio da Prata, Lascano as considera projetos estratégicos. de uma perspectiva geopolítica e geoeconômica. Ele reiterou sua avaliação sobre a importância dos rios e bacias, não apenas em termos de atividade produtiva, mas também para o transporte de mercadorias. "Essas são questões que precisam ser levadas em conta para o futuro", enfatizou.
"Há também uma visão estratégica ligada à história e ao mandato da integração, com seus encontros e desencontros", mas, atualmente, "as relações bilaterais estão em um momento muito bom e é necessário destacar este acontecimento."Ele disse.
A dragagem do canal Martín García (34 pés em solos moles e 38 em solos duros) é um marco. “Foi um processo feito com muita transparência e rigor jurídico”, reconheceu.
Como desafios futuros, ele mencionou a articulação com o canal Mitre e o aprofundamento das ações com os portos de Concepción del Uruguay e Paysandú..
Em Salto Grande existe um projeto para manter suas estruturas, que é compartilhado por ambos os países, com a participação do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Ele também indicou que o início da construção do laboratório binacional é iminente.
Sobre a responsabilidade ambiental, ele disse que o monitoramento dos rios deve fazer parte de uma política dos dois países, na qual o Brasil, onde nasce o Rio Uruguai, também deve estar envolvido.
Fonte: Presidência do Uruguai
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