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União Europeia reconhece área da Patagônia como região livre de febre aftosa sem vacinação

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A União Europeia reconheceu a zona Patagônia Norte A como uma região livre de febre aftosa sem vacinação e, portanto, toda a Patagônia agora tem o mesmo status de saúde.

A área denominada Patagônia Norte A inclui parte das províncias de Río Negro, Neuquén e o distrito de Patagones., no extremo sul de Buenos Aires.

Uma semana após a assinatura do acordo histórico entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, o bloco europeu anunciou hoje uma nova regionalização para a Argentina ao reconhecer a zona Patagônia Norte A como zona livre de febre aftosa sem vacinação, o que a coloca na mesma condição do restante da Patagônia", informou a Secretaria de Agroindústria.

Com este reconhecimento, poderão ser exportados da Patagônia Norte produtos com os mesmos requisitos do resto da Patagônia, como carne ovina e, adicionalmente, carne bovina sem garantias adicionais de certificação (maturada e desossada).

Também facilitará o processo de abertura de outros produtos de origem animal.

A agência nacional lembrou que o restante da região da Patagônia - Patagônia Sul e Patagônia Norte B - já havia sido reconhecida anteriormente pela UE como região livre de febre aftosa sem vacinação.

O Secretário de Agroindústria, Luis Miguel Etchevehere, expressou sua satisfação com os resultados do trabalho realizado e destacou as oportunidades que ele representa para a Patagônia Norte A, afirmando que “é um impulso renovado para a produção pecuária nesta região que oferece novas oportunidades de desenvolvimento e maior competitividade”.

"Esta é mais uma conquista do governo do presidente Mauricio Macri em sua política de abertura inteligente ao mundo. O trabalho em equipe entre a Agroindústria Nacional, a Senasa, o Ministério das Relações Exteriores, os governos provinciais e o setor produtivo produz resultados; e terá impacto no crescimento das economias regionais, gerando novos investimentos, empregos e consolidando raízes nas áreas de produção", acrescentou.

O processo começou em maio de 2014, quando a Argentina obteve o reconhecimento oficial da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para a região da Patagônia Norte A como zona livre de febre aftosa que não pratica vacinação. Com base nessa decisão oficial, em agosto daquele ano, nosso país iniciou o processo de solicitação de reconhecimento bilateral às autoridades europeias. 

A União Europeia é um dos maiores importadores de alimentos do mundo, comprando mais de US$ 150.000 bilhões em produtos agrícolas anualmente.

Este mercado atraente e exigente é um dos principais destinos das exportações argentinas. Em 2018, as importações europeias de carne bovina e ovina da Argentina ultrapassaram 500 milhões de dólares.

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