A República Dominicana continuará liderando o crescimento econômico na América Latina e no Caribe neste ano, com uma expansão de 5,5%, segundo estimativas da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), que na quinta-feira (12.4.2019) reduziu sua projeção para a região de 1,3% para 1,7%.
Junto com a República Dominicana, cujo resultado foi revisado para baixo em relação à previsão de 5,7% em dezembro de 2018, está o Panamá, que passou de 5,6% para uma estimativa de 5,4% para 2019.
A expansão econômica de ambas as nações seria resultado de uma economia próspera dos Estados Unidos, que se destaca como um de seus principais parceiros comerciais.
A Bolívia completa o pódio, classificando-se novamente como o país com melhor crescimento econômico da América do Sul, com uma estimativa - segundo o novo relatório da CEPAL - que se mantém em 4,3% para 2019.
A nova estimativa para 2019 é influenciada pelo complexo cenário externo e pela dinâmica interna que vem sendo observada nos países da região.
"Os principais riscos para o desempenho econômico da região em 2019 continuam sendo uma menor taxa de crescimento global, a dinâmica lenta do comércio mundial e as condições financeiras enfrentadas pelas economias emergentes", disse a comissão.
Segundo a CEPAL, a atividade econômica na América do Sul passará de um crescimento de 0,5% em 2018 para 1,1% em 2019; enquanto a América Central crescerá 3,1% em 2019.
Especificamente, para as duas principais economias da região, México e Brasil, a organização reduziu sua projeção para 1,7% (2,1%) e 1,8% (2,0%), respectivamente.
No caso da economia brasileira, a CEPAL vê uma recuperação lenta após a grave crise econômica enfrentada nos anos anteriores.
A comissão também reduziu as estimativas para as economias de: Paraguai de 4,0% para 4,2%; Uruguai para 1,0% (de 1,5%), Equador para 0,4% (0,9%); Costa Rica com 2,8% (2,9%); El Salvador com 2,3% (2,4%); e Honduras com 3,5% (3,6%).
Segundo o relatório, apenas sete países da região mantiveram as mesmas estimativas de crescimento previstas em dezembro passado. São eles: Peru (3,6%), Colômbia (3,3%), Chile (3,3%), Bolívia (4,3%), Argentina (-1,8%), Cuba (1,0%) e Guatemala (3,0%).
Para a Argentina, a CEPAL mantém os números vermelhos devido principalmente aos efeitos da crise cambial que afeta o país desde o ano passado.
No final da lista estão as economias da Venezuela e da Nicarágua, que terão queda de -16,0% e -5,0%, respectivamente.
No caso da Venezuela, mergulhada em uma profunda crise econômica e política sob o governo de Nicolás Maduro, isso implica uma contração de 44.3% nos últimos cinco anos.
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