A convite da OCDE, a OMA participou do Fórum Global da OCDE sobre Anticorrupção e Integridade, realizado nos dias 27 e 28 de março de 2018 em Paris.
A cerimônia de abertura do Fórum Global contou com a presença e contribuição do Vice-Presidente da Argentina, dos Primeiros-Ministros da Noruega e da Islândia, do Primeiro Vice-Presidente da Comissão Europeia e do Secretário-Geral da OCDE.
O tema do fórum global foi “Integridade planetária: construindo uma sociedade mais justa”"O encontro discutiu o impacto da integridade nos negócios, como ela reduziu as desigualdades socioeconômicas e melhorou as políticas públicas.
As discussões também se concentraram na governança da globalização e seu papel crucial no combate à corrupção e práticas antiéticas em áreas como comércio, concorrência, infraestrutura, cooperação para o desenvolvimento e arrecadação de receitas.
Durante a sessão do painel, a OCDE apresentou resultados preliminares sobre a medição do desempenho de facilitação do comércio dos países usando os Indicadores de Facilitação do Comércio da OCDE. Essas descobertas se basearam em dados experimentais e de percepção para mapear a corrupção relacionada à fronteira e entender melhor as ligações entre o ambiente de políticas de facilitação do comércio e a integridade. Uma das principais descobertas foi a relação positiva entre integridade e transparência.
El O Diretor de Desenvolvimento de Capacidades da OMA defendeu que a transparência desempenha um papel crucial na facilitação do comércio.
Contudo, a existem outros fatores o que poderia explicar os diferentes impactos das medidas de facilitação do comércio na incidência de corrupção, que contribuem para um ambiente comercial seguro e devem ser desenvolvidas nas alfândegas e outras agências de fronteira:
- Forte capacidade de controle interno e sua relação com o controle externo;
- Gestão de recursos humanos (por exemplo, profissionalização da força de trabalho, padrões mais rigorosos para o processo de recrutamento, etc.);
- Gestão de desempenho;
- Liderança forte e comprometimento político.
Também é necessário olhar não apenas para a Alfândega em termos de medição do desempenho de facilitação do comércio, mas também para outras agências de fronteira e principais partes interessadas da cadeia de suprimentos, como imigração e controle de fronteiras, despachantes aduaneiros, operadores de logística, administrações portuárias e muitos outros. Outros painelistas e participantes da sessão concordaram com a necessidade de aplicar o conceito de ação coletiva e aconselharam isso para avançar com a pesquisa nessa área.
Representando a Argentina no Fórum Global da@OCDE_en sobre combate à corrupção e construção de sociedades mais equitativas. #Paris #França foto.twitter.com/RGdCOO2DPX
— Gabriela Michetti (@gabimichetti) 27 de março de 2018
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