O Mercosul comemorou nesta quarta-feira (17.07.2019) na cidade de Santa Fé, no noroeste da Argentina, o novo impulso dado pelo recente acordo com a União Europeia, impulso que o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, promete manter para conquistar novos mercados e acelerar a dinâmica interna do bloco sul-americano.
A cimeira foi a mais frutífera dos últimos anos, mostrando que o Mercosul conseguiu romper com a inércia dos últimos tempos e dar um salto que todos os presidentes do bloco qualificam de "histórico".
Acelerar a agenda externa
Mauricio Macri, cuja presidência de seis meses do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) levou à selagem de uma aliança estratégica com a União Europeia após quase vinte anos de árduas negociações, foi parabenizado por todos os seus colegas, que concordaram que o pacto da UE consolida a posição dos sul-americanos para acelerar as negociações em andamento com outros blocos e países e aprofundar a aproximação com a Aliança do Pacífico (Chile, Peru, Colômbia e México).
Bolsonaro, que assume pela primeira vez a liderança do bloco fundado em 1991, disse: "Queremos um Mercosul com menos conversa e mais ação"Dito. Para o presidente brasileiro, a agenda externa será uma de suas prioridades.
Conquistas em conectividade e agenda digital
O grupo também assinou um acordo pelo qual os quatro países do bloco eliminarão as taxas de serviço de "roaming" que as empresas de telefonia aplicam ao usar a rede de outra empresa ao cruzar para outro país.
“Este Acordo constitui uma ação concreta em benefício da circulação de cidadãos dos Estados Partes na região e um passo fundamental para fortalecer a integração regional, particularmente em termos de conectividade", afirma o declaração.
O bloco destacou os avanços alcançados na implementação e aprofundamento do Plano de Ação 2018-2020 da Agenda Digital do MERCOSUL com vistas ao desenvolvimento de um processo de integração moderno e de um mercado digital regional livre, seguro e inclusivo, preparado para uma rápida transformação tecnológica.
Sobre a AEC
A questão é complexa. «O grupo iniciou os trabalhos de análise e revisão da tarifa externa comum (TEC), no entendimento de que este constitui um instrumento fundamental para a consolidação da União Aduaneira e que a política tarifária do MERCOSUL deve promover a competitividade, a produtividade e a inserção dos Estados-Membros nas cadeias de valor regionais e globais", diz o documento final.
Mesmo o desarmamento tarifário parcial geralmente beneficiará a agricultura e a mineração no Mercosul, mas impactará o tecido industrial dos países membros, especialmente Argentina e Brasil. As tarifas externas da organização são de 35% e constituem o esqueleto que manteve o Mercosul vivo durante seus 28 anos de existência.
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