O comércio de abril fechou com superávit de 1.131 bilhão de dólares, revertendo assim o déficit de 887 milhões do mesmo mês de 2018, devido à forte queda nas importações, informou nesta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC).
No mês passado, as exportações atingiram US$ 5.305 bilhões e as importações, US$ 4.174 bilhões.
Dessa forma, nos primeiros quatro meses de 2019, as exportações totalizaram 19.491 bilhões de dólares e as importações, 16.345 bilhões de dólares, portanto o superávit comercial foi de 3.147 bilhões de dólares.
Em abril, as exportações aumentaram 1,7% em relação ao mesmo mês de 2018, principalmente devido ao aumento de 10,3% nas quantidades, enquanto os preços caíram 7,7%.
As importações, por sua vez, caíram 31,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os preços caíram 3,5% e as quantidades diminuíram 29,1%.
Segundo o INDEC, “o superávit comercial foi resultado do aumento das exportações, explicado principalmente pelo aumento das vendas de cereais; metais comuns e suas obras; e sementes oleaginosas e frutas, e carne e vísceras comestíveis; e queda nas importações, principalmente de veículos e máquinas, eletrodomésticos e material elétrico e suas peças."
Parceiros de negócios
Como de costume, em abril os principais parceiros comerciais foram Brasil, China e Estados Unidos, nessa ordem. Juntos, esses três países absorveram 29,5% das exportações da Argentina e forneceram 51,3% de suas importações.
As exportações para o Brasil atingiram US$ 889 milhões e as importações daquele país, US$ 952 milhões.
As exportações para a China também somaram 339 milhões de dólares e as importações, 689 milhões de dólares; enquanto as exportações para os Estados Unidos totalizaram 336 milhões de dólares e as importações daquele país atingiram 502 milhões de dólares.
Também se destacaram pelas exportações os seguintes países: Vietnã (259 milhões de dólares), Chile (231 milhões de dólares), Holanda –incluindo o porto de Roterdã, trânsito para outros países– (199 milhões de dólares), Egito (182 milhões de dólares) e Peru (149 milhões de dólares).
Em termos de importações, Alemanha (US$ 230 milhões), Paraguai (US$ 197 milhões), Tailândia (US$ 106 milhões) e México (US$ 100 milhões), entre outros, também se destacaram.
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