Na sequência da missão comercial que decorreu em São Paulo, Brasil, na semana passada, com o objectivo de dinamizar o sector frutícola nos mercados internacionais, foram efectuados pedidos de compra de 44 produtos argentinos, previstos para os próximos meses.
A oportunidade para esses negócios surgiu mirtilos, peras, maçãs, uvas frescas e frutas secas. Além disso, foram adicionadas frutas cítricas, tanto laranjas como tangerinas. Neste último caso, espera-se que eles comecem a entrar novamente após a reabertura, em cerca de 60 dias.
A participação de empresas argentinas na feira APAS permitiu que algumas empresas avançassem em acordos com o principal supermercado do Brasil, o Pão de Açúcar, após vários meses de negociações e auditorias. A expectativa é que em breve novos produtos com marcas argentinas sejam adicionados aos já existentes, como doce de leite, cerveja, vinhos de diferentes províncias, doces e frutas.
O portfólio agroindustrial destaca que houve grande interesse e contatos avançados para a venda de sucos naturais de frutas embalados, alimentos orgânicos, doces, azeites, vinhos, passas, queijos e produtos de panificação, entre outros.
Relações comerciais com o Brasil em números
Em 2017, a Argentina exportou alimentos para esse destino no valor de 1.700 bilhão de dólares. Por sua vez, em 2017, O Brasil foi o principal destino das nossas frutas comestíveis com 17% da quantidade exportada, seguido em importância pelos Estados Unidos (16%), Rússia (12%) e Espanha (10%).
No ano passado, o país importou 447 mil toneladas de frutas, no valor CIF de US$ 684 milhões.
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