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Indústria brasileira critica decisão dos EUA de retirar o Brasil da lista de países emergentes

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A indústria brasileira criticou a decisão do governo dos Estados Unidos de retirar o país da lista de países emergentes e a descreveu como "negativo e ilegal".

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) emitiu nota nesta terça-feira (11.02.2020) após a decisão do governo Donald Trump de reclassificar diversos países em desenvolvimento em investigações sobre medidas de defesa comercial.

Para a CNI, trata-se de uma decisão “tomada unilateralmente, sem levar em conta as regras da Organização Mundial do Comércio” e considerou que “É mais um ato que reduz a importância do sistema multilateral de comércio.» no planeta.

Na segunda-feira, os Estados Unidos anunciaram uma mudança nas regras para considerar um país como um país em desenvolvimento, algo que afeta o Brasil e outros 20 países, que perderão benefícios como redução de tarifas de importação sobre produtos exportados por países em desenvolvimento.

O diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, disse que o Brasil precisa de um sistema multilateral com regras claras e aplicadas. «É sempre um risco quando disputas comerciais são resolvidas isoladamente por um único país.. "É essencial para a indústria brasileira que a OMC permaneça forte e atuante", disse ele.

A CNI espera que a decisão dos Estados Unidos seja pontual e específica para combater subsídios injustos e garantiu que estará "atenta à sequência de ações que podem prejudicar as exportações brasileiras" com essa "ilegalidade" americana.

A agência expressou temor de que a decisão tenha um impacto negativo nas exportações nacionais. «Atualmente, os setores de siderurgia, papel e celulose já são afetados por medidas compensatórias dos Estados Unidos. Com as novas regras, o governo americano pode aumentar a sobretaxa aplicada na importação desses produtos.

«Da mesma forma, outros setores brasileiros também podem ser afetados pelas medidas antissubsídios anunciadas pelos Estados Unidos. A CNI estará atenta às implicações dessas decisões", concluiu.

 
   

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