Após anos de negociações e diversas viagens a Pequim, a Argentina chegou a um acordo histórico para exportar carne para a China. É o maior mercado do mundo, absorvendo cerca de 600 milhões de toneladas por ano.
Um relatório publicado pelo Clarín indica que Argentina pode aumentar em 25% suas vendas para esse destino, o que hoje representa 60% dos embarques.
Mas O protocolo de saúde acordado gerou tensão no Senasa e muitas objeções no setor privado para os pontos seguintes.
1. Os chineses exigem que Caso seja constatado que um animal apresenta lesão tuberculosa, o estabelecimento de onde ele provém deve ser punido. por um ano. Além disso, os animais são comprados diretamente no campo, em vez de passar pelos mercados de concentração.
2. Um ponto difícil de encontrar com Pequim é aquele que exige deixar um grupo de bezerros não vacinados contra febre aftosa para detectar se algum surto aparece. Esses animais "sentinelas" seriam os primeiros a serem infectados. É claro que a Argentina é regida por outros protocolos, como os da OIE, que impedem o cumprimento.
Aliás, essas demandas colocaram em evidência a Senasa, que estava a todo vapor e cortando custos depois que um diagnóstico apontou excesso de pessoal administrativo e falta de técnicos.
Na semana passada, delegações do Senasa do interior do país começaram a se deslocar para as sedes das sociedades rurais, em um contexto em que ainda há muito acerto de contas.
Isso se deve ao que aconteceu no ano passado, quando uma delegação sanitária chilena, outro mercado de carnes argentino, fechou 20 das 12 plantas inspecionadas.
Argentinos, vamos ao que interessa!!!!https://t.co/8NqVZY9WeM
— Diego Ramiro Guelar (@diegoguelar) 19 de fevereiro de 2018
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