InícioTributárioFMI aprova revisão de acordo com Argentina e pede mais ajuste fiscal

FMI aprova revisão de acordo com Argentina e pede mais ajuste fiscal

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Uma missão técnica do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou a terceira revisão de seu acordo com a Argentina, que agora será analisado pelo conselho de administração, mas pediu maior ajuste fiscal para equilibrar o orçamento primário, informou a organização nesta segunda-feira (8.3.2018).

A eventual confirmação dos diretores do Fundo, em reunião prevista para as próximas semanas, permitirá a transferência de uma parcela de US$ 10.870 bilhões do acordo assinado pelo governo do presidente Mauricio Macri com o credor global por cerca de US$ 56.000 bilhões no ano passado, acrescentou.

“Os elevados défices fiscais e externos (…) estão no meio de uma correcção significativa,” disse o órgão sediado em Washington em um comunicado. “A atividade econômica tem sido fraca, mas há boas perspectivas de uma recuperação gradual.”

A Argentina vem implementando um plano de austeridade desde o ano passado para atender às exigências do FMI e restaurar sua imagem entre os investidores após uma crise de confiança que fez o valor da moeda despencar, alimentou a inflação e mergulhou o país na recessão.

“Atingir um défice primário zero em 2019 exigirá uma maior contenção nas despesas governamentais”, acrescentou o FMI no comunicado.

A aprovação da revisão já era praticamente desconsiderada pelos mercados diante da melhora das contas públicas nos últimos meses e do aperto da política monetária do Banco Central no combate à inflação.

O Fundo elogiou o fortalecimento do plano monetário anunciado na semana passada pelo banco central e, além disso, especificou que esta organização comprará dólares em leilões que o Tesouro planeja realizar, caso a taxa de câmbio da moeda se valorize além do limite do atual esquema de taxas de câmbio.

“A fraca atividade económica e a elevada inflação estão a ter impacto”, disse o comunicado. “Neste contexto, apoiamos firmemente os esforços das autoridades para mitigar o impacto social das políticas de estabilização necessárias.” 

Fonte: Reuters

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