Começou oficialmente nesta quarta-feira (13.04.2024/XNUMX/XNUMX) no Brasil o XNUMXº Seminário Internacional da OEA, que reúne atores públicos, organizações internacionais e empresas para debater a “OEA, Gestão Coordenada de Fronteiras e Comércio Eletrônico”. Dez anos após o programa brasileiro da OEA, o encontro da Receita Federal e do Instituto Aliança Procomex é um pilar fundamental para melhorar a competitividade regional por meio da implementação de um sistema aduaneiro que fortaleça o controle e a segurança, preserve a saúde e facilite o comércio exterior.
El Coordenador Executivo do Instituto Procomex, John E. Mein, foi responsável por abrir a cerimônia e convidar Claudia Regina Leão do Nascimento Thomaz, Subsecretária de Administração Aduaneira da Receita Federal, fará a abertura da reunião.
Em seu discurso, Cláudia Regina Ele ressaltou que a energia entre os órgãos públicos e o setor privado é muito importante para que as pessoas avancem com ações concretas para que a figura da OEA seja um sucesso.
“A Receita Federal também é pioneira no Programa Remessa Conforme, que trará a segurança logística necessária ao Programa OEA, além de benefícios concretos ao setor privado relacionados ao diferimento do pagamento de tributos incidentes na importação”, afirmou. adicionado.
Marcia Meng, Superintendente Regional 8 Região Fiscal SP, indicou -por sua vez- o departamento de comércio exterior. “O Brasil é um país muito desigual e o Estado de São Paulo concentra os equipamentos logísticos (aeroporto e portos); Nesse sentido, a Receita Federal tem que ser uma facilitadora", disse o governante. “Há uma mudança na cultura da Receita Federal que permitirá que ela se reoriente para além de ser uma agência punitiva.”
Tatiana Lacerda Prazeres, Secretária de Comércio Exterior, referiu-se à desburocratização e à estreita atuação com a Receita Federal por meio do Portal Único de Comércio Exterior, com processos, sistemas e normas. Assim, ele trouxe três mensagens referentes a diversas ferramentas: a Licença Flex (mecanismo brasileiro que substitui diversos documentos necessários para atuar no comércio exterior); Também o OEA Integrado que permite certificar participantes da cadeia logística que representem baixo nível de risco em suas operações de comércio exterior, em relação aos controles exercidos pelos órgãos ou entidades da Administração Pública, que demonstrem interesse em aderir ao programa. Nesse sentido, o Secretário solicitou melhorias na OEA Integrada e na SECEX. Ele também afirmou que o Portal Único de Comércio Exterior agora tem capacidade para cobrir 100% das operações de comércio exterior. Por isso, ele convidou o setor privado a realizar treinamentos para esse fim.
Danitza Passamai Rojas Buvinich, Diretora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), disse que o Brasil tem a característica de ser importador e exportador de produtos agrícolas, por isso o tema do evento é relevante para considerar a importância do risco sanitário e a responsabilidade de compartilhar a segurança alimentar com o setor privado.
EntretantoLucas Ferraz, Secretário de Negócios Internacionais do Governo de São Paulo, disse que 50% das declarações de exportação do Estado de SP são feitas pela OEA. Diante disso, ele ressaltou a importância de o Programa da OEA ser federal. Ele anunciou sua intenção de lançar uma OEA em São Paulo e oferecer mais benefícios às empresas que utilizam a OEA.
Enquanto Alison Trepel, Secretária Executiva do Programa de Segurança Cibernética do Comitê Interamericano contra o Terrorismo da Organização dos Estados Americanos (OEA) Ele expressou a tarefa da OEA de apoiar os 33 Estados-membros no desenvolvimento de capacidades de segurança cibernética nos níveis técnico e de políticas públicas. Ele enfatizou a importância de melhorar o compartilhamento de informações, a cooperação e a coordenação entre os setores público e privado em segurança cibernética.
José Raúl Perales, Diretor Adjunto da Aliança Global para a Facilitação do Comércio, destacou a parceria com o Brasil, bem como seu compromisso com a modernização dos procedimentos aduaneiros. O representante desta parceria público-privada para o crescimento impulsionado pelo comércio expressou apoio aos governos dos países no desenvolvimento de Acordos de Reconhecimento Mútuo.
Por sua parte, o Ernani Checcucci, Especialista Sênior do Banco Mundial, referiu-se à facilitação do comércio como uma “agenda de trabalho crítica” da instituição para melhorar as operações comerciais e ajudar a garantir um crescimento sustentável. “O comércio internacional continua a crescer em associação com serviços e outras questões.” “Graças a essa transformação, o Brasil se posicionou entre os dez últimos do Programa da OEA”, concluiu.
Na sua vez, Fabio Baracat, Fundador e CEO da Sinerlog, referiu-se ao programa “Remessa Conforme”, destinado a plataformas de comércio eletrônico que buscam maior previsibilidade, conformidade com normas e agilidade em processos transfronteiriços. De acordo com o CEO, a Receita Federal mudou para uma cultura de conformidade para ajudar a promover uma concorrência justa entre varejistas nacionais e comércio eletrônico estrangeiro.
Atilio Rulli, vice-presidente de Relações Públicas para América Latina e Caribe da Huawei, concordaram que a discussão público-privada visa beneficiar o desenvolvimento do país e da região.
Finalmente, Eduardo Vitor, Vice-Presidente de Produtos para o Segmento de Comércio Global da Thomson Reuters, destacou a importância do uso da tecnologia da informação para buscar eficiência e conformidade.
O Seminário Internacional da OEA é um evento anual que faz um balanço do progresso do Brasil em direção à modernização e promove colaboração e parcerias para melhorar o comércio exterior na região.


(*) Fotos: Customs News
O Aduana News é o primeiro jornal aduaneiro argentino a lançar sua versão digital. Com 20 anos de experiência, suas publicações e iniciativas visam facilitar o conhecimento mais relevante sobre questões aduaneiras, a fim de contribuir para o comércio seguro na região.








