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Comércio argentino cai em abril devido à pandemia

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O comércio da Argentina caiu 23,8% no quarto mês deste ano, em comparação com o mesmo mês de 2019, totalizando 7.247 bilhões de dólares, em decorrência das restrições causadas pela pandemia do novo coronavírus, informou o Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) nesta quarta-feira (27.07.2020/XNUMX/XNUMX).

"O intercâmbio comercial [exportações mais importações] diminuiu 23,8% em relação ao mesmo período do ano passado e atingiu um valor de 7.247 bilhões de dólares", disse a organização em um relatório.

A balança comercial registrou um superávit comercial de 1.411 bilhão de dólares, 246 milhões a mais que em abril de 2019.

As exportações atingiram 4.329 bilhões de dólares, 18,9% menos que no ano anterior (1.008 bilhão de dólares), após as quantidades diminuírem 13%.

As vendas externas que mais caíram foram as de origem industrial, que recuaram 58,3% na comparação anual, seguidas pelas vendas de combustíveis e energia (33,9%) e de origem agrícola (2,7%). 

Em contraste, as exportações de produtos primários aumentaram 10,8%, segundo o relatório.

As importações, que somaram 2.918 bilhões de dólares, caíram 30,1% em relação ao ano anterior (equivalente a 1.254 bilhão de dólares), com quantidades diminuindo 27,5%.

As compras estrangeiras que mais se contraíram foram:

  • Veículos automotores de passageiros (57,6%);
  • Combustíveis e lubrificantes (47,3%);
  • Peças e acessórios para bens de capital (43,7%);
  • Bens de capital (34,9%).

 Parceiros de negócios

Os principais parceiros comerciais da Argentina foram:

  • China;
  • Brasil;
  • Estados Unidos.

Foram exportadas mercadorias no valor de 509 milhões de dólares para o país asiático e as importações somaram 411 milhões de dólares, resultando em um superávit de 98 milhões de dólares.

Com vendas ao Brasil de 387 milhões de dólares e compras de 519 milhões, o déficit com este país foi de 132 milhões de dólares.

As exportações para os Estados Unidos também apresentaram um déficit de 117 milhões de dólares, com exportações de 268 milhões e importações de 384 milhões, segundo o relatório. O comércio com o Mercado Comum do Sul (Mercosul), formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, também teve déficit de 189 milhões de dólares. As exportações para este bloco caíram 52,9% ano a ano, para US$ 509 milhões (US$ 571 milhões a menos que em abril de 2019), enquanto as importações caíram 41,1% ano a ano, para US$ 698 milhões (US$ 488 milhões a menos).

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