O comércio bilateral entre Argentina e Brasil atingiu US$ 1.016 bilhão em abril de 2020, o que significou uma queda de 44,7% em relação ao ano anterior (quando atingiu US$ 1.836 bilhão) e, portanto, marcou a maior queda desde fevereiro de 2009, informou hoje a Câmara de Comércio Argentina (CAC).
Este resultado foi registrado devido a uma Queda nas exportações argentinas para o Brasil (-40,6%), assim como nas importações do país vizinho (-48,6%), que somaram US$ 539 milhões e US$ 477 milhões, respectivamente, com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil.
«Nesse sentido, a balança comercial da Argentina apresentou um ligeiro superávit —pelo segundo mês consecutivo— de US$ 62 milhões em abril, um aumento de 31,9% em termos mensais. No entanto, há uma reversão no sinal em relação a abril de 2019, quando foi verificado um déficit de US$ 20 milhões", detalhou o relatório.
A queda nas exportações de veículos de carga, veículos automotores de passeio, autopeças e gasolina explicou a queda nas vendas argentinas para o Brasil, enquanto as importações foram justificadas pela queda de veículos automotores de passeio, autopeças, veículos de carga e minério de ferro.
«Em relação aos destinos, A Argentina ficou em quarto lugar entre os maiores fornecedores do Brasil, atrás da China, Hong Kong e Macau (US$ 2.057 bilhões), Estados Unidos (US$ 2.046 milhões) e Alemanha (US$ 726 milhões). Por sua vez, entre os principais compradores do Brasil, a Argentina ficou em quinto lugar, atrás de China, Hong Kong e Macau (US$ 7.079 milhões), Estados Unidos (US$ 1.766 milhão), Holanda (US$ 678 milhões) e Espanha (US$ 602 milhões)", afirma o relatório.
Nos primeiros quatro meses do ano, os fluxos comerciais entre as duas economias caíram 20% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 5.507 bilhões, enquanto a balança comercial da Argentina caiu 84,2%, apresentando um superávit de US$ 46 milhões em comparação aos US$ 288 milhões registrados no mesmo período de 2019. Esse desempenho se deve à queda das exportações argentinas para o Brasil (22,5%), que superou a queda das importações argentinas do Brasil (17,1%) no período..
Quanto ao restante do mundo, as exportações brasileiras caíram 5,8% em abril, na comparação anual, de US$ 19.439 bilhões em 2019 para US$ 18.312 bilhões em 2020, e as importações totais caíram 14,8% em relação às registradas há um ano (US$ 13.629 bilhões em 2019 contra US$ 11.611 bilhões neste ano).
Dessa forma, o resultado comercial foi superavitário, pelo terceiro mês consecutivo, em US$ 6.702 bilhões para o principal parceiro comercial da Argentina, 15,3% superior ao valor de abril de 2019.
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