As contas do governo brasileiro apresentaram déficit de 20.152 bilhões de reais (6.370 bilhões de dólares) em julho passado, informou o Banco Central.
O saldo primário não inclui o que o Brasil gasta com o pagamento de juros da dívida pública, mas é usado como referência para as contas públicas do país e para definir metas fiscais anuais.
O aumento do déficit primário para níveis recordes é atribuído à queda acentuada na arrecadação tributária em decorrência da severa recessão que o país enfrenta desde 2015 e ao forte aumento dos gastos públicos.
Após constatar que as receitas continuaram caindo, o governo anunciou em 15 de agosto sua decisão de elevar a meta de déficit fiscal para este ano em quase 15%, para 159.000 bilhões de reais (49.678 bilhões de dólares).
Na tentativa de cumprir sua meta fiscal neste ano, o governo já havia anunciado vários cortes no orçamento nacional., decidida em março e julho deste ano, que reduziu as despesas de 2017 em 48.000 bilhões de reais (US$ 15.000 bilhões) e se mostrou insuficiente.
O Governo também espera reduzir suas despesas com uma reforma das leis que regem o sistema de aposentadoria, para restringir o acesso e limitar progressivamente o número de beneficiários.
Numa outra tentativa de combater o défice, o Governo anunciou um plano de privatizações e concessões, por meio do qual oferecerá 57 ativos à iniciativa privada, entre terminais aeroportuários, rodovias, linhas de transmissão de energia e importantes empresas públicas como a Eletrobras, maior conglomerado elétrico do país.
O governo espera arrecadar cerca de 44.000 bilhões de reais (cerca de 14.000 bilhões de dólares) com essas vendas.
Fonte: Reuters
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