A movimentação de cargas conteinerizadas nos portos da América Latina e do Caribe aumentou cerca de 6,1% durante 2017, segundo dados divulgados nesta terça-feira (28.5.2018) pela CEPAL. Esse percentual médio indica uma recuperação em relação aos números registrados nos últimos três anos, quando foram observadas taxas de crescimento baixas ou negativas na movimentação de contêineres em nível regional.
De acordo com o ranking divulgado pela organização, por um lado, confirmam-se os sinais de melhora do comércio exterior da América Latina e do Caribe em 2017 e, por outro, repete-se a heterogeneidade das taxas de crescimento desta atividade nos portos da região.
Assim como em edições anteriores do ranking, os dados coletados pela CEPAL mostram grande heterogeneidade no comportamento dos movimentos portuários, tanto em nível sub-regional quanto por país.
Ámérica do Sul
Costa Leste
Em 2017, a Costa Leste da América do Sul (CEAS) registou uma aumentar da atividade dos terminais de contêineres (5,3%), medida pelo volume operado, que compensou a queda registrada em 2016 (-2,8%), graças ao ocorrido, em termos relativos, nos portos da Argentina, Brasil e Uruguai.
Costa oeste
Enquanto isso, a Costa Oeste (COAS) continua em progressão ascendente à medida que a atividade voltou a aumentar (6,4%), superando o ritmo do ano anterior (3,7%), devido à evolução positiva dos terminais portuários do Peru, Chile, Equador e Colômbia.
América Central
Por sua vez, em ambas as costas da América Central (incluindo o México), Costa Leste (CEAC) e Costa Oeste (COAC), o tráfego de contentores operado teve um crescimento positivo (na CEAC de 12,6% e na COAC de 4,8%) que inverteu o ocorrido em 2016 (com quedas de -1,2% e -1,3%, respectivamente). O CEAC destaca o maior nível de atividade implantado nos portos do Panamá, México e Honduras.
Caribe e Costa Norte da América do Sul
Por fim, no Caribe e na Costa Norte da América do Sul (CNAS) a movimentação de contêineres nos terminais portuários foi diferente. Por um lado, no Caribe voltou a cair (-1,1%; em 2016 havia diminuído -2,5%) e, por outro, no CNAS houve uma melhora significativa em relação ao que ocorreu em 2016 (11,4%; em comparação com apenas 0,4% em 2016). No Caribe, há um aumento notável no tráfego de contêineres nos portos da República Dominicana, Granada e, em menor escala, Antígua e Barbuda e Martinica, enquanto no CNAS, destacam-se os portos da Colômbia e Suriname.
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