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Para a CEPAL é imperativo aprofundar a integração regional

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Aprofundar a integração regional é crucial para superar a crise causada pela pandemia da COVID-19, disse Alicia Bárcena, secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), na quinta-feira (06.08.2020).

Bárcena apresentou em Santiago do Chile o Sexto relatório especial sobre a Covid-19 daquela agência das Nações Unidas, desta vez sobre os efeitos da pandemia no comércio internacional e na logística da região, que Espera-se que o valor das exportações se contraia em 23% este ano e o das importações em 25%..

Segundo a CEPAL, numa economia mundial mais incerta e regionalizada É crucial aprofundar a integração regional, promovendo cadeias de valor em setores estratégicos, aproveitando a oportunidade oferecida por um mercado de 650 milhões de habitantes.

Diagrama-1-Cepal

Também Deve ser promovido um mercado digital comum, reduzir a vulnerabilidade da região a choques externos e gerar um diálogo mais simétrico com os Estados Unidos, a China e a Europa.

Bárcena explicou que no atual contexto de alta incerteza, os países devem tomar medidas para reduzir os custos logísticos internos e gerar serviços de valor agregado para aumentar sua competitividade.

Ele considerou que essas medidas deveriam ser implementadas de forma coordenada com outras medidas econômicas e sociais, para promover uma recuperação com benefícios sociais e ambientais.

El Estudo aprofunda que a forte redução do comércio internacional na América Latina e no Caribe Acontece num contexto global em que o comércio mundial acumulou uma queda de 17 por cento no volume entre janeiro e maio, sendo a região a mais afetada pela situação e será marcado por quedas nas remessas de produtos da indústria, mineração e combustíveis.

Tabela-5-CEPAL

Ele também observou que a queda de 50% no turismo prejudicará as exportações de serviços, especialmente do Caribe, enquanto o comércio intrarregional mostrará uma forte contração de 23,9%, especialmente na indústria.

Isto implicará uma perda de capacidades industriais e um retorno da região à exportação de produtos primários, alerta o documento.

Ele também detalha que de janeiro a maio o valor das vendas da região para os Estados Unidos caiu 22%, para a União Europeia (14,3%) e para a própria região (23,9%), mas as exportações para a China caíram menos de dois por cento entre janeiro e março, e se recuperaram em abril e maio, devido à reabertura gradual da economia naquele país.

 

 

 

 

 

 

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