Os ministérios das Relações Exteriores do Brasil e do Chile anunciaram nesta quinta-feira (05.09.2019) que aproveitarão as presidências "pro tempore" de seus países no Mercosul e na Aliança do Pacífico, respectivamente, para promover a aproximação entre os blocos.
Em declaração conjunta no Palácio Itamaraty após reunião, o chanceler brasileiro Ernesto Araújo e o chanceler chileno Teodoro Ribera concordaram sobre a forte convergência de visões e interesses entre os dois países.
Araújo disse que o a relação bilateral tem um “caráter muito especial”, e destacou a importância da assistência prestada pelo Chile no combate aos incêndios na Amazônia.
"Tivemos uma conversa muito profunda e notamos uma clara afinidade de visões e convergência de interesses. Temos um relacionamento muito próximo como nunca tivemos antes", disse ele.
«Falamos muito em aproveitar a presidência brasileira do Mercosul e a presidência chilena da Aliança do Pacífico neste semestre para uma abordagem concreta, símbolo da enorme importância da relação econômica entre Brasil e Chile., ele disse.
O Mercosul (formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com a Venezuela temporariamente suspensa) e a Aliança do Pacífico (Chile, Colômbia, México e Peru) são dois blocos comerciais que integram as maiores economias da América Latina.
O chanceler brasileiro lembrou que em dezembro próximo o Chile sediará a 25ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP25), e o Brasil está pronto para contribuir com o evento.
“Queremos trazer a realidade da Amazônia e do desenvolvimento sustentável, da nossa agricultura que respeita o meio ambiente. O Brasil protege o meio ambiente e busca garantir o desenvolvimento sustentável de sua população; "Essa será nossa contribuição para essa conferência", disse ele.
Outras áreas mencionadas por Araújo foram a cooperação antártica, a criação de um grupo de planejamento para analisar o futuro do relacionamento bilateral, a cooperação científica e o combate ao narcotráfico.
Ribera enfatizou que ambos os países concordam em construir um relacionamento estratégico e laços de longo prazo.
"Gostaria de destacar o interesse de ambas as presidências pro tempore, a do Chile na Aliança do Pacífico e a do Brasil no Mercosul, em promover processos de convergência que ofereçam esperança para novos tempos", disse.
Ele lembrou que o Chile é o segundo maior parceiro comercial do Brasil na região, e que o Brasil é o primeiro do Chile, além de ser o primeiro destino dos investimentos chilenos no exterior.
Ele também destacou a importância do acordo de livre comércio Brasil-Chile aprovado no ano passado, que precisa ser ratificado pelo Congresso para entrar em vigor.
O chanceler chileno também destacou as possibilidades abertas pelo projeto de um corredor bioceânico que ligará Puerto Murtinho, no sul do Brasil, aos portos do norte do Chile, que "estão prontos para receber cargas brasileiras".
Por fim, ele enfatizou a Projeto chileno de porto digital para conectar Ásia e América do Sul, e que a intenção de seu país é promover a integração digital, especialmente com o Brasil.
Fonte: Ministério das Relações Exteriores do Chile
Chanceler @TeodoroRiberaN Depois de conhecer seu parceiro #Brasil @ernestofaraujo"Concordamos com o interesse em avançar para um relacionamento estratégico que nos permita fortalecer laços de longo prazo entre ambos os países, visando 2040." foto.twitter.com/2Vg9QpSXVl
— Ministério das Relações Exteriores do Chile ?? (@Minrel_Chile) 5 de Setembro de 2019
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