O Brasil registrou superávit de US$ 620 milhões em suas contas correntes em abril, o terceiro saldo positivo mensal consecutivo, informou o Banco Central.
Em abril de 2017, o setor externo havia registrado um superávit de US$ 1.149 milhões.
A conta corrente é composta pela balança comercial, pela conta de serviços e rendas e pelas transferências unilaterais, recursos enviados por brasileiros que vivem fora do país.
"O resultado era esperado e faz parte do período em que temos resultados sazonalmente mais favoráveis para transações correntes", disse o chefe do Departamento de Estatística do Banco Central, Fernando Rocha.
A agência espera que um superávit de US$ 2.500 bilhões seja registrado também em maio.
Como houve déficit em janeiro, o resultado acumulado nos quatro primeiros meses do ano foi negativo em US$ 2.604 bilhões, ante US$ 3.495 bilhões registrados no mesmo período de 2017.
Quando um país registra um saldo negativo em transações correntes, ele precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior.
A melhor forma de financiar o saldo negativo é o Investimento Estrangeiro Direto (IED), recursos aplicados no setor produtivo.
Em abril, esses investimentos atingiram US$ 2.618 bilhões e, nos primeiros quatro meses, US$ 20.366 bilhões.
Rocha ressaltou que, embora o IED tenha diminuído nos últimos meses, ele continua acima do déficit em transações correntes neste ano.
"Temos um déficit muito baixo, IED mais que suficiente para financiar o país e fluxos de portfólio (investimentos em ações e títulos de renda fixa) flutuando entre a entrada e a saída do país", explicou.
Segundo o dirigente, os títulos têm taxa de renovação de 100% e refinanciamento integral dos vencimentos das empresas brasileiras no exterior.
Para 2018, a projeção oficial para o déficit das contas externas é de US$ 23.300 bilhões, equivalente a 1,09% do PIB.
Por sua vez, a previsão do governo para entradas de IED é de US$ 80.000 bilhões, o equivalente a 3,75% do PIB.
Fonte: Xinhua
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