Em agosto, o exportações cresceu 7,5% em relação ao ano anterior e a importações caiu 30,3%, segundo o relatório publicado esta tarde pelo Indec. As vendas externas atingiram US$ 5.568 bilhões (US$ 389 milhões a mais que no mesmo mês de 2018) e as compras, US$ 4.400 bilhões (US$ 1.910 bilhão a menos). Dessa forma, a balança comercial totaliza doze recordes positivos consecutivos.
O comércio (exportações mais importações) diminuiu 13,2% em relação ao mesmo período do ano passado e atingiu um valor de US$ 9.968 bilhões. A balança registrou superávit de US$ 1.168 bilhão.
O aumento nas exportações deveu-se principalmente ao aumento nas quantidades de 12,7%, enquanto os preços caíram 4,6%. Em comparação a julho deste ano, as exportações de agosto caíram 4,9%, enquanto em termos dessazonalizados e cíclicos elas contraíram 2,4% e 0,5%, respectivamente.
As vendas de combustíveis e energia, produtos primários e produtos agrícolas (MOA) aumentaram ano a ano em 48,3%, 38,6% e 0,6%, respectivamente, enquanto as vendas de produtos industriais (MOI) caíram 8%.
Quanto à queda nas importações, isso se deve ao fato de os preços terem caído 8,3% e as quantidades terem diminuído 23,9%. Em relação a julho, as importações de agosto registraram queda de 10,3%, e em termos dessazonalizados caíram 5,1%, enquanto a variação da tendência-ciclo mostrou alta de 1,3%.
No oitavo mês do ano, as compras estrangeiras de bens de capital caíram 32%; bens intermediários, 22,1%; combustíveis e lubrificantes, 45,3%; as de partes e acessórios para bens de capital, 15,4%; bens de consumo, 33,5%; e veículos automotores de passageiros, 61,6%.
Assim, o superávit comercial foi resultado do aumento das exportações, que foi explicado principalmente pelo aumento das vendas de oleaginosas e frutas; carne e vísceras comestíveis; cereais; e combustíveis minerais, óleos minerais e produtos da sua destilação; e queda nas importações, principalmente de veículos terrestres, suas peças e acessórios; combustíveis minerais, óleos minerais e produtos da sua destilação; reatores nucleares, caldeiras, máquinas, aparelhos e dispositivos mecânicos e suas partes; e oleaginosas e frutas, entre outros.
Segundo o INDEC, em agosto os principais parceiros comerciais (considerando a soma de exportações e importações) foram Brasil, China e Estados Unidos, nessa ordem.
No mesmo período, a Argentina teve o maior déficit comercial com a China, com 2.589 bilhões de dólares, seguida pelo NAFTA (Estados Unidos-Canadá e México) com 1.836 bilhão, a União Europeia com 867 milhões e o Japão com 345 milhões.
A Argentina acumulou saldos comerciais positivos neste ano com Vietnã, Índia, Chile, Espanha, Suíça, Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), países africanos que compõem o MAGREB e ALADI, entre outros.
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