Comércio bilateral entre Argentina e Brasil totalizaram US$ 1.743 milhão em julho passado, com um superávit para o nosso país de US$ 71 milhões após dois meses consecutivos de déficit, segundo dados divulgados nesta terça-feira (06.08.2019/XNUMX/XNUMX) pela Câmara de Comércio e Serviços Argentina.
Em nota, a entidade indicou que o comércio bilateral foi 17,4% menor que o valor registrado no ano anterior, consequência da contração tanto das importações argentinas do Brasil (27,9%) quanto das exportações locais para esse destino (4,6%), que totalizaram US$ 836 milhões e US$ 907 milhões, respectivamente.
«Nesse sentido, a balança comercial da Argentina apresentou superávit – após dois meses consecutivos de déficit – de US$ 71 milhões, o que implicou uma mudança significativa de direção em relação ao déficit de US$ 208 milhões apresentado em julho de 2018", disse a instituição.
A queda nas exportações da Argentina para o Brasil (4,6%) correspondeu a veículos de passeio, trigo em grãos e polímeros plásticos, enquanto a queda nas importações argentinas (27,9%) foi explicada principalmente por automóveis de passeio, veículos de carga e soja.
Além disso, a Argentina ficou em quarto lugar entre os maiores fornecedores do Brasil., atrás dos Estados Unidos (US$ 3.144 milhões), China, Hong Kong e Macau (US$ 2.868 milhões) e Alemanha (US$ 974 milhões).
Em relação aos principais compradores do Brasil, a Argentina ficou em terceiro lugar, atrás da China, Hong Kong e Macau (US$ 6.002 milhões) e dos Estados Unidos (US$ 2.672 milhões).
No acumulado do ano, após sete meses o intercâmbio entre as duas economias caiu 24,3%, atingindo US$ 12.165 bilhões, enquanto a balança comercial da Argentina inverteu o sinal, apresentando um superávit de US$ 261 milhões ante o déficit de US$ 3.877 milhões no mesmo período de 2018.
"Esse desempenho se deve ao aumento das exportações argentinas para o Brasil (1,8%) e à queda das importações argentinas (40,3%) neste período", afirmou a Câmara Argentina de Comércio e Serviços.
Por fim, ele indicou que "as perspectivas para a principal economia da América do Sul são incertas, embora na semana passada o Banco Central tenha mantido pela primeira vez as estimativas de crescimento em 0,83% (foi interrompida a tendência de 20 quedas consecutivas) e nesta semana tenha cortado a taxa básica de juros Selic em 50 pontos-base para incentivar o investimento privado e o consumo".
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