Inspetores da Alfândega chilena relataram a apreensão de um tatu empalhado transportado em uma mala por uma mulher peruana. O procedimento ocorreu no complexo de Chacalluta (Arica) durante a realização da habitual tarefa de controle para evitar o contrabando na fronteira.
Espécies protegidas e não declaradas
A esse respeito, o Diretor Regional da Alfândega de Arica, Hugo Yávar Oñate, explicou que o tatu é um animal protegido pela Convenção sobre a Proteção dos Direitos da Criança. Comércio internacional de espécies ameaçadas de extinção da flora e fauna selvagens (CITES) “e desde o ano passado está em vigor no Chile a Lei 20.962 que regulamenta a aplicação da CITES.”
Por outro lado, a mulher não havia informado a espécie na declaração juramentada que o Serviço Agrícola e Pecuário (SAG) e a Alfândega entregam aos passageiros. Segundo a explicação dada pela peruana aos fiscais, ela havia adquirido a espécie na Bolívia em 2014 e a guardava em sua casa em Arequipa, Peru, de onde decidiu levá-la como amuleto da sorte para um altar que queria colocar em uma casa em Arica.
Após o ocorrido, a Alfândega procedeu à apreensão do tatu por contrabando e denunciou o caso ao Ministério Público de plantão, que determinou que o animal fosse encaminhado ao depósito da Alfândega e que o passageiro fosse advertido.
Detalhes do tatu
O quirquincho ou tatu andino vive no Puna do Peru, Bolívia, Chile e Argentina. É um animal noturno e onívoro, ou seja, alimenta-se de insetos e sementes. Considerado espécies ameaçadas afetadas pela caça furtiva. Seu corpo é usado para a construção de charangos, matracas ou como amuleto. Está listado no apêndice da CITES.
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